Todos os tons de um filme são ditados de acordo com a direção de arte escolhida para ele. As eternas cores de Almodóvar estamparam, ao longo de seus longas, a vibração de cada cena quente ou fria da sua expectativa cinematográfica.

Enquanto o vermelho, o azul e o amarelo não pintavam na telona, os cineastas tiveram que se virar em luz e sombra até 1935, ano em que o primeiro filme colorido, “Vaidade e Beleza”, de Rouben Mamoulian, foi lançado.

Já na década de 1950, a novidade fez com que o preto e branco ficasse destinado a "pequenos" filmes. Bastou pouco mais de 50 anos para que a ausência de cor se tornasse sinônimo de arte. Hoje, temos uma infinidade de longas P&B: “O Artista” (Michel Hazanavicius), “Heleno” (José Henrique Fonseca) e “Febre do Rato” (Cláudio Assis) são exemplos atuais.

Enquanto outros filmes de arte não vêm à tona nesse formato, aproveite para assistir aos clássicos da arte P&B no site Black And White Movies. São milhares de longas gratuitos (sem legendas), legalmente veiculados através do domínio público, disponíveis para apreciação e, muitos deles, até para download.