Quando se faz uma viagem à famosa região da Escandinávia, pensamos nos Fjords, na neve, nos pontos turísticos. Porém, ao entrarmos na cidade como turistas, esquecemos de ver onde está a beleza da região. Como fazer essa viagem valer a pena, ser mais do que apenas o óbvio e, ao voltar para o Brasil, poder dizer para seus amigos "dane-se, economiza um pouquinho e vai para lá. Não há nada igual, a felicidade, bom humor e a beleza estão no ar!"?

Bom, quando falamos da capital dinamarquesa, Copenhague (København), o segredo está em ir além da Pequena Sereia. Na língua local existe um sentimento chamado "Hygge", que não há tradução para qualquer outra língua. Eu poderia tentar explicar em diversas linhas o que isso significa, a felicidade, a paz interior, estar com amigos, enfim, mas na cidade mais feliz do mundo, vale muito a pena entender e viver o que é "Hygge".

Após morar seis meses em København, listo cinco lugares e atividades fogem dos pontos turísticos tradicionais, mas que são fundamentais para viver e entender a cidade. Duvido você voltar para o Brasil sem se apaixonar pelo "Hygge".

1 - Conhecer o bairro hippie de Christiania

Créditos: Christiania em Copenhague

Christiania | Foto: Lucas Alencar

Para mudar os conceitos, quebrar preconceitos e levar numa boa. Christiania é considerada (e realmente é!!) um mundo isolado do nosso mundo! Para os dinamarqueses é lá que você se desconecta, toma uma cerveja sem estresse, esquecendo do outro mundo, dos problemas que enfrenta. Sim, com essas características, a venda de drogas leves é legalizada, mas isso é meramente um detalhe e falo sério. Na primeira vez, fui com preconceito, esperava um lugar acabado, quase que nem um beco qualquer. Não tem nada a ver e percebi isso logo ao entrar em Christiania! O local é frequentado por famílias, a maioria das pessoas nem sequer usam qualquer tipo de droga, apenas gostam de sentar em suas praças humanitárias, tomar sua cerveja e conversar com amigos. Curtir a leveza! Não crie um pré-conceito, vá lá e deixe a felicidade em volta te levar. E não se esqueça da principal regra do lugar: seja feliz.

2 - Conhecer o Jaegerborg Dyrehave

o que fazer em Copenhague

Créditos: Jaegerborg Dyrehave em Copenhague

O Jaegerborg Dyrehave | Foto: Lucas Alencar

Possivelmente, um dos lugares mais bonitos que já vi. Não importa quando você vai, pode ser em qualquer estação do ano, você vai se impressionar. O nome local é Castelo do Caçador do Parque do Cervo (Deer Park, ou Jægerborg Dyrehave), pelos cervos que ainda se encontram por lá e o antigo palácio que servia como base para caçadores. O parque é um pouco afastado do centro da cidade, mas é muito fácil de chegar de trem municipal ou ônibus (Linha 1A), em um trajeto de menos de 30 minutos. Uma vez lá, você encontra mais do que cervos passeando livremente pelo parque: caminhe e curta a floresta natural, para sentir a natureza; conheça o palácio, também é muito bonito; e, no final da caminhada, sente-se e curta a vista que se tem da Suécia, depois do canal que separa os países.

3 - Conheça Nørrebro de Bike

Bairro Norrebro, em Copenhague

Créditos: Bairro Norrebro, em Copenhague

Bairro Norrebro | Foto: Double Feature (via Flickr)

Um dos bairros mais diversificados da cidade, lá você cruzará com africanos, muçulmanos, dinamarqueses, latinos, enfim, tudo. E o melhor, em harmonia, com respeito. Vale muito a pena passear pelas ciclovias do bairro, para entender sua dinâmica. Sente-se na ponte que divide o Centro da cidade e o bairro de Nørrebro, onde, possivelmente, haverá alguém tocando uma música ao vivo, além de muita gente sentada pelos bancos conversando.

Vá ao cemitério de Assitens Kirkegard, muito agradável e onde se pode encontrar o túmulo de Han Christian Andersen (escritor de diversos sucesso, como A Pequena Sereia). Vá ao Parken, estádio do FC København, que tem um parque cheio de vida ao lado. Conheça o Parque das Culturas, onde há objetos originários de todo o globo, reforçando a diversidade cultural. Coma em um dos diversos Kebab Shops na Nørrebrogade e vá a um barzinho na área. Enfim, viva Nørrebro.

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Por Lucas Alencar, colaborador no Mundo Plot

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