Uganda é um país cheio de riquezas naturais e uma diversidade de fauna como nenhum outro no continente africano.

Embora os gorilas são atração principal para as atividades turísticas de Uganda, o futuro do país em relação ao seu turismo pode estar com as fichas apostadas em outro principal player, a vida das aves.

Tendo em vista o potencial que o turismo de observação de aves pode trazer para Uganda, o blog inRoutes traz essa relação entre ser humano, animais e benefícios mútuos desta relação homem --natureza.

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Trachyphonus purpuratus é uma ave de Uganda (Foto: Ronan Donovan)

 

 

Com mais de 1.000 espécies de aves – metade das espécies encontradas em toda a África e mais do que toda espécie de aves encontradas na América do Norte – Uganda tem um potencial massivo de fomentar o turismo de observação de pássaros, atividade conhecida como birdwatching.

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Galispo de cabeça preta (Foto: Google images)

Parte da razão para esta enorme quantidade de pássaros é a variedade de habitats que se encontra em Uganda, que vão desde savanas africanas e semi-desertos até florestas tropicais e picos vulcânicos.

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Savana em Uganda (Foto: wubtc)

Parque Nacional Impenetrável de Bwindi e o Parque Nacional das Quedas d´água Murchison no Nilo são os dois atrativos dentre os 10 melhores lugares para se observar aves em toda a África! (isso é impressionante visto o tamanho deste enorme continente)

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Murchison Falls (Foto: findtripinfo)

O número de observadores de pássaros amadores e profissionais em Uganda é ainda muito pequeno, mas a renda média desses visitantes coloca o turismo voltado para admirar e observar gorilas em seu habitat natural para trás. Em média os turistas observadores de aves ficam hospedados no país por 14 dias ou mais e gastam aproximadamente US$ 4.000!

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Ave bico de sapato (Foto: Google images)

Por outro lado os visitantes que tem por objetivo observar os gorilas de Uganda gastam em média US$ 1.000 e ficam apenas 3 diasno país – sendo que dois deles passam na estrada para ir até o Parque Nacional Impenetrável de Bwindi  e se locomover por lá a fim de encontrar os famosos nativos primatas, os gorilas.

Além de todos estes fatores, enquanto apenas 8 visitantes podem observar um gorila – visto as questões de impacto para o animal e para o parque – os observadores de pássaros não tem restrição nenhuma para vislumbrarem um pássaro e não há dispêndio absurdo de dinheiro para manter estruturas fixas de parques nacionais e privados, visto que as aves vivem livremente por ai.

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Ave de Uganda (Foto: Brocken Inaglory)

E para você? Uganda ainda continua com seu turismo massificado de observação dos gorilas ou abre os olhos para ver as outras possibilidades infinitas de apoio as atividades turísticas locais?

A certeza é de que a Uganda possui muitas riquezas naturais e os órgãos envolvidos devem se esforçar para preservá-las, pois tanto o ser humano quanto a natureza dependem um do outro para sobreviver.

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Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva é turismólogo de formação e empreendedor social de coração. É fundador do blog de viagens inRoutes (Fanpage inRoutes). Já morou um ano na Indonésia onde estudou o 3º colegial pelo Rotary International e trabalhou voluntariamente em Kolkata, na Índia, durante três meses pela AIESEC. Viajou por 14 países e se considera um cidadão global.

Atualmente é empreendedor social no MERAKI. É fundador e mantém a fanpage GÜD.

No Instagram ma_tai e inRoutes.

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