Filipinas e Egito dividem 1º lugar em prêmio de inovação social

Por: Redação

No Fórum de Criação de Valor Compartilhado (CSV), que ocorreu em Brasília (DF) nesta sexta-feira, 16, o prêmio de 300 mil francos suíços (cerca de R$ 1 milhão) foi compartilhado por dois dos seis finalistas. A Nestlé, em parceria com a Ashoka, escolheu as iniciativas “Mumm”, do Egito, e a “Fishers & Changemakers Incorporated”, das Filipinas, como as vencedoras desta edição do concurso. O Peru levou o segundo lugar com a “Inka Moss” e garantiu o valor de 40 mil francos suíços (cerca de R$ 140 mil).

Crédito: Guilherme KardelFilipinas e Egito venceram o primeiro lugar do concurso

Além dos três vencedores, projetos do Quênia, Uganda e Brasil disputaram a final do prêmio, que recebeu mais de mil inscrições no total. Uma das ganhadoras, a plataforma “Mumm” oferece um serviço de entrega de comida caseira e nutritiva feita por cozinheiros desempregados no Egito – em sua maioria mulheres refugiadas – dentro de suas casas. O objetivo é substituir o fast food por alimentos saudáveis e que são 40% mais baratos do que o valor médio da comida de restaurantes. Em dois anos, a empresa com sede no Cairo gerou mais de 110 empregos e entregou mais de 7 mil refeições. “O prêmio será investido diretamente e criará ainda mais ‘valor compartilhado’ através do recrutamento de mais cozinheiros e do crescimento de seus negócios”, diz Waleed Abd El Rahman.

O outro vencedor foi o projeto filipino “Fishers & Changemakers Incorporated (FCI)”, lançado para formar grupos de pescadores comprometidos com práticas de pesca sustentáveis, buscando aumentar o rendimento das famílias e capacitá-las como empreendedoras. Os produtos dos participantes são comprados por preços justos ou vendidos pelos próprios profissionais nos mercados locais. “Nossos pescadores parceiros agora estão fazendo algo para salvar os oceanos”, afirma Jesalee Rose Ong, uma das responsáveis pelo projeto.

Crédito: Guilherme KardelPeru ficou em segundo lugar

Já o “Inka Moss”, que ficou em segundo lugar, é uma empresa dedicada à produção sustentável e exportação do Sphagnum Moss, conhecido como musgo esfagno. O objetivo do projeto é promover oportunidades de desenvolvimento financeiro para as comunidades em situação de extrema pobreza nos Andes. “O mais importante dessa conquista é ter o apoio de uma das maiores empresas do mundo, a Nestlé, e da rede de empreendedores para as mudanças, a Ashoka”, reitera Marco Piñatelli.

Representante brasileiro

Apesar de não levar o prêmio, o Brasil foi bem representado pela iniciativa “Café em Agrofloresta”, do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). O projeto capacita agricultores familiares do município de Apuí, no Amazonas, por meio da produção de café em sistemas agroflorestais. “O café tem mudado a realidade de uma das regiões onde o desmatamento mais avança na Amazônia. As mulheres e homens que vivem nessas regiões precisam ser os protagonistas dessas ações de conservação”, afirma o coordenador geral Ramom Morato.

Fórum CSV

Antes do anúncio da premiação, o Fórum CSV contou com painéis de discussão com o “Água como Motor para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”. Foram três rodas de conversa, nas quais especialistas e representantes da empresa debateram os seguintes tópicos: o desenvolvimento econômico para os jovens e as conexões entre água e geração de emprego; a criação de valor compartilhado entre água, segurança alimentar e nutrição infantil; e o valor da gestão sustentável dos recursos hídricos.

O Prêmio de Inovação Social foi lançado em 2010 com o objetivo de reconhecer e apoiar iniciativas ligadas aos desafios globais de nutrição, água e desenvolvimento rural. Com o valor em dinheiro, as organizações vencedoras poderão investir em tecnologia e ampliar sua área de atuação para continuar transformando comunidades em seus países.

Quer saber como foi o evento? Confira no vídeo abaixo:

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