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Entenda o que é a Depressão Resistente ao Tratamento (DRT)

Reconhecer e nomear esse quadro de depressão mostra que o objetivo do tratamento é sempre a recuperação da qualidade de vida do paciente

Por: Publi

Reconhecer e nomear precocemente o quadro de Depressão Resistente ao Tratamento pode ajudar especialistas a conseguirem uma melhora na qualidade de vida dos pacientes que sofrem com esta condição, que aumenta em sete vezes o risco de suicídio. Mas você sabe o que é a DRT e como ela pode ser tratada?

Essa denominação é dada aos pacientes que não sentem melhora após pelo menos duas diferentes alternativas de tratamento, em tempo e doses adequadas. “É o tipo de depressão que se a gente não cuidar bem, a pessoa fica anos com a doença”, ressalta o Dr. Elson Asevedo, psiquiatra e pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).



A denominação Depressão Resistente a Tratamento é dada aos pacientes que não sentem melhora após pelo menos duas diferentes alternativas de tratamento, em tempo e doses adequadas
Crédito: Janssen | DivulgaçãoA denominação Depressão Resistente a Tratamento é dada aos pacientes que não sentem melhora após pelo menos duas diferentes alternativas de tratamento, em tempo e doses adequadas

E esse diagnóstico é mais frequente do que imaginamos. “A gente estima que, no Brasil, 40% dos que tratam depressão podem ter essa condição”, revela o especialista.

De acordo com o médico, mesmo a depressão com sintomas leves causa um enorme prejuízo na vida, no desempenho escolar, no trabalho, nas relações familiares e com amigos, no interesse por atividades de lazer, entre outros fatores. Por isso, a DRT precisa ser cuidada por alguém que entenda do assunto.

Para o pesquisador, reconhecer a sua existência é importante, pois, quando você detecta que o paciente não respondeu aos dois primeiros tratamentos, isso exige um cuidado especial com intervenções específicas. “Diagnosticar essa condição é só um indicativo de que não se pode perder tempo no tratamento.”

Essa preocupação é necessária para que a pessoa não tenha a doença por um período prolongado sem ajuda efetiva, além de não perder a esperança de melhora.

“Se a pessoa continua com sintomas de depressão é um indicativo de que o tratamento precisa ser melhorado, alterado, incluir psicoterapia, entre outras intervenções. Reconhecer a DRT mostra que o objetivo do tratamento é ficar sempre bem”, explica o psiquiatra.

“Se a pessoa continua com sintomas de depressão é um indicativo de que o tratamento precisa ser melhorado, alterado, incluir psicoterapia, entre outras intervenções. Reconhecer a DRT mostra que o objetivo do tratamento é ficar sempre bem”, explica o o Dr. Elson Asevedo, psiquiatra e pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Crédito: Janssen | Divulgação“Se a pessoa continua com sintomas de depressão é um indicativo de que o tratamento precisa ser melhorado, alterado, incluir psicoterapia, entre outras intervenções. Reconhecer a DRT mostra que o objetivo do tratamento é ficar sempre bem”, explica o o Dr. Elson Asevedo, psiquiatra e pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Tratamento da DRT

De acordo com o psiquiatra, o tratamento de depressão tem uma trajetória, no geral. Primeiro, a pessoa precisa melhorar dos sintomas, pois está muito mal. “A gente só termina essa primeira etapa depois que o paciente está quase 100% ou totalmente bem”, diz o psiquiatra.

Depois de concluir esse momento, ocorre a segunda etapa, que é: como posso prevenir para não ter um novo episódio de depressão? “É uma fase muito desafiadora porque você está bem e esquece que tem que prevenir”, explica.

O que acontece na Depressão Resistente ao Tratamento, segundo o especialista, é que a pessoa nunca termina a primeira etapa, portanto, não chega na segunda. “É preciso romper esse ciclo e entender que não é normal continuar com os sintomas depressivos após se tratar”, ressalta o especialista. “É necessário perseguir a melhora completa.”

Paralelamente, é importante adotar um estilo de vida saudável: sono, alimentação saudável, atividades de lazer, relacionamentos saudáveis e outras experiências que gerem o senso de autotranscedência, como, por exemplo, meditação e espiritualidade.

Um estilo de vida com alimentação saudável, atividades de lazer, relacionamentos saudáveis e outras experiências que gerem o senso de autotranscendência, como, por exemplo, meditação e espiritualidade, podem ajudar a superar a DRT
Crédito: Janssen | DivulgaçãoUm estilo de vida com alimentação saudável, atividades de lazer, relacionamentos saudáveis e outras experiências que gerem o senso de autotranscendência, como, por exemplo, meditação e espiritualidade, podem ajudar a superar a DRT

Importância da rede de apoio

Tão importante como mudar a forma com que a sociedade trata a doença, é essencial que os pacientes com DRT tenham uma rede de suporte de amigos e da família.

Para o Dr. Elson Asevedo, a depressão é vista frequentemente de forma negativa pelas pessoas no entorno, o que dificulta o tratamento. “Não é de propósito que isso acontece. É uma situação fora do comum e não vem com manual de instruções”, reitera.

De acordo com o psiquiatra, quando alguém está com depressão, todos tendem a dar dicas do que funciona para si mesmos em momentos de tristeza. “Depressão não é tristeza, é outro tipo de coisa. E é frustrante para o paciente e para quem está próximo, pois pensam que a pessoa não quer melhorar”, conta. “A experiência de quem está deprimido fica muito pior dessa forma.”

Como a DRT acaba se prolongando, é comum que familiares e amigos se afastem do cuidado com o outro, quando deveria ser o contrário, uma vez que apoio é fundamental para que o tratamento dê certo e o paciente volte a ter qualidade de vida.

“Quem está sofrendo com a doença tem vergonha de aceitar seu problema de saúde e expressar isso para os outros. E fica uma porta fechada sem conversa, que deve ser de escuta e acolhimento. Se houvesse um ambiente de livre possibilidade de suporte emocional, a dificuldade do tratamento da depressão seria muito menor, pois a gente conseguiria ampliar o suporte das pessoas em sua rede familiar e de amizade”, finaliza.

Como a DRT acaba se prolongando, é comum que familiares e amigos se afastem do cuidado com o outro, quando deveria ser o contrário, uma vez que  apoio é fundamental para que o tratamento dê certo e o paciente volte a ter qualidade de vida
Crédito: Janssen | DivulgaçãoComo a DRT acaba se prolongando, é comum que familiares e amigos se afastem do cuidado com o outro, quando deveria ser o contrário, uma vez que o apoio é fundamental para que o tratamento dê certo e o paciente volte a ter qualidade de vida

O game “Jornada do Acolhimento”

Atenta à necessidade de aumentar o diálogo sobre a Depressão Resistente a Tratamento, a Janssen criou o game “Jornada do Acolhimento”. O jogo, desenvolvido pela Virtual Planet Technologies, permite aos usuários aprenderem sobre as jornadas dos pacientes com DRT e promover reflexões com o intuito de gerar mudança de comportamento.

Tão importante quanto entender o que representa a DRT é a necessidade de se informar sobre como apoiar pessoas com esta condição. O jogo pretende estimular a busca por ajuda médica sob quatro perspectivas diferentes, de acordo com as jornadas dos pacientes.

O game é uma das ações do Movimento Falar Inspira Vida com foco no Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio e em prol da saúde mental. O dia 10 deste mês é marcado pelo Dia Mundial de prevenção ao Suicídio, que tem ampla importância para conscientizar a respeito do assunto.

A “Jornada do Acolhimento” traz a empatia como seu ponto central, pois dá a oportunidade de todos entenderem um pouco sobre como vive uma pessoa que tem Depressão Resistente a Tratamento.

O usuário fará a jornada como se tivesse DRT e poderá se sentir na ‘pele do outro’ por algum tempo. É um jeito de quebrar a barreira inicial com relação ao assunto”, mostra a psicóloga Karen Scavacini, presidente do Instituto Vita Alere de prevenção e posvenção do suicídio.

Além do jogo, o site do movimento traz indicações de locais que oferecem ajuda psiquiátrica por meio da plataforma Mapa da Saúde Mental, idealizada por Karen, que mostra a geolocalização dos serviços disponíveis. Para saber mais sobre o jogo, clique aqui!