Jornada do Acolhimento
Jornada do Acolhimento
Jornada do Acolhimento
logo

Jornada do Acolhimento

Estamos emocionalmente preparados para retornar ao trabalho presencial?

No pós-pandemia, as empresas devem olhar para a saúde mental de seus colaboradores para estabelecer novas relações de trabalho focadas no acolhimento

Por: Oferecimento Janssen

Após dois anos de pandemia, parte das pessoas segue trabalhando em home office, mas, aos poucos, muitas empresas começam a retomar o trabalho presencial. Para além dos cuidados de higiene e distanciamento, há outro ponto que não pode ficar de fora dessa transição: a saúde mental dos funcionários diante das novas adaptações necessárias para essa fase.

Desde março de 2020, as pessoas foram impactadas de diferentes maneiras pela covid-19, seja com mudanças nas dinâmicas de trabalho ou mesmo o desemprego, a perda de familiares e o medo constante de contaminação pelo vírus.


De acordo com a psicóloga Karen Scavacini, as empresas precisam entender que é preciso um período de transição do trabalho remoto para o presencial ou híbrido
Crédito: Movimento Falar Inspira a Vida | ReproduçãoDe acordo com a psicóloga Karen Scavacini, as empresas precisam entender que é preciso um período de transição do trabalho remoto para o presencial ou híbrido

Fato é que todos esses aspectos são passíveis de causar e/ou intensificar quadros de depressão e outros distúrbios psiquiátricos, como ansiedade. Já no pós-pandemia, muitos indivíduos também podem desenvolver problemas de saúde mental ou terem piora em seus quadros em decorrência da nova onda de adaptações que se fazem necessárias diante do novo cenário.

Segundo a psicóloga Karen Scavacini, presidente do Instituto Vita Alere de prevenção e posvenção do suicídio, todo mundo está diferente do que era antes da covid-19. “O nosso cérebro foi ensinado que encontrar outras pessoas é perigoso, podendo inclusive matar, e ficou dois anos com esse pensamento”, afirma a especialista. Dessa forma, as empresas precisam entender que é preciso um período de transição do trabalho remoto para o presencial ou híbrido.

Apesar de ainda ser tabu, a relação da saúde mental com o trabalho tornou-se um assunto ainda mais urgente a partir do início da pandemia. “Desde 2020, uma primeira barreira, a de falar sobre saúde mental dentro do trabalho, foi bastante quebrada”, pontua a gerente de UX da Vitalk, Pamella Indaiá.

De acordo com a gerente de UX, não existe um padrão entre as empresas para esse retorno. “As lideranças têm que se sensibilizar para poder acolher os colaboradores, pois existe luto e medo”, revela.


De acordo com a gerente de UX da Vitalk, Pamella Indaiá, não existe um padrão entre as empresas para esse retorno. “As lideranças têm que se sensibilizar para poder acolher os colaboradores, pois existe luto e medo”
Crédito: Movimento Falar Inspira a Vida | ReproduçãoDe acordo com a gerente de UX da Vitalk, Pamella Indaiá, não existe um padrão entre as empresas para esse retorno. “As lideranças têm que se sensibilizar para poder acolher os colaboradores, pois existe luto e medo”

Como pontuado pelas especialistas, falar sobre saúde mental no trabalho não pode ser um tabu. Para requalificar o tom dessa conversa, o Movimento Falar Inspira Vida, liderado pela Janssen, lançou o guia “Depressão: Como acolher no ambiente de trabalho”.

O material mostra ações práticas que todos podem adotar com o objetivo de construir um espaço acolhedor e empático para quem tem depressão. Para os cargos de liderança, o conteúdo também é prático, pois ajuda a reconhecer sinais e orienta como abordar o colaborador de forma que haja diálogo com respeito às necessidades de cada profissional.

Acolhimento no ambiente de trabalho

Assim como aprendemos a trabalhar de forma remota e a viver isolados, teremos que reaprender a executar nossas tarefas no regime presencial, de acordo com a psicóloga Karen Scavacini. “As empresas necessitam ter calma e não apressar esse processo. As que puderem, podem testar o modelo híbrido antes de retornar totalmente presencial, se for o caso”, sugere.

“Todos nós estamos com cicatrizes decorrentes da pandemia, sendo que alguns ainda estão com a ferida aberta e infeccionada por terem perdido pessoas queridas. Precisamos de empatia, acolhimento e muita paciência”, reitera.

Para Pamella, as análises recentes falam sobre um estresse pós-traumático a partir de agora, onde a gente tenta ter uma vida normal mas que não é mais a normalidade que conhecíamos antes, e isso gera outro tipo de questão. “Por mais que o vírus esteja controlado, vamos viver muitos efeitos do que aconteceu, tanto no nível individual como no coletivo.”

Na Vitalk, a gerente de UX explica que há um esforço para falar sobre a importância da segurança psicológica. Mais do que isso, do quanto é essencial criar espaços seguros para que as pessoas possam expor seus sentimentos e suas inseguranças psicológicas.


“Por mais que o vírus esteja controlado, vamos viver muitos efeitos do que aconteceu, tanto no nível individual como no coletivo", destaca Pamella Indaiá
Crédito: Movimento Falar Inspira a Vida | Reprodução“Por mais que o vírus esteja controlado, vamos viver muitos efeitos do que aconteceu, tanto no nível individual como no coletivo”, destaca Pamella Indaiá

“Partimos do princípio de que a segurança psicológica envolve interação, então, abrimos espaços para que todos possam pedir ajuda, dar e receber feedback, fazer perguntas e inovar, se expressar livremente, questionar e pertencer, para que integrantes da equipe se sintam valorizados”, revela.

Saúde mental é questão de saúde

De 2020 para agora, foram desencadeados muitos problemas de saúde mental que não seriam desenvolvidos se não fosse a pandemia, como crises do pânico. “Por isso, nós temos feito conversas para saber como podemos acolher esses casos”, diz Pamella. Em sua experiência como uma liderança que trabalha próxima de psicólogas, a gerente de UX foi aprendendo a acolher.

“Uma coisa que costumamos fazer é olhar para a saúde mental como olhamos para outras questões de saúde. Por exemplo: se a pessoa fala que precisa ir ao médico por estar com sintomas de covid, as empresas estão acostumadas a lidar. Mas se é sobre saúde mental, como depressão, não é tão comum ter essa abertura”, explica.

Na perspectiva da segurança psicológica, Pamella afirma que há várias ações possíveis, como fortalecer as gerências e coordenações da empresa para promover espaços de diálogo, entender qual o impacto do momento atual na gestão de diferentes times para que o RH possa atuar de modo mais específico, além de gerar um vínculo de maior confiabilidade com os colaboradores.

“Uma coisa que costumamos fazer é olhar para a saúde mental como olhamos para outras questões de saúde. Por exemplo: se a pessoa fala que precisa ir ao médico por estar com sintomas de covid, as empresas estão acostumadas a lidar. Mas se é sobre saúde mental, como depressão, não é tão comum ter essa abertura”, explica Pamella Indaiá
Crédito: Movimento Falar Inspira a Vida | Reprodução“Uma coisa que costumamos fazer é olhar para a saúde mental como olhamos para outras questões de saúde. Por exemplo: se a pessoa fala que precisa ir ao médico por estar com sintomas de covid, as empresas estão acostumadas a lidar. Mas se é sobre saúde mental, como depressão, não é tão comum ter essa abertura”, explica Pamella Indaiá

O guia “Depressão: Como acolher no ambiente de trabalho” também pode ser um importante aliado neste tema, pois sugere diversas possíveis abordagens para tornar o ambiente de trabalho ainda mais acolhedor.

Outra ferramenta prática em prol da saúde mental, segundo Pamella, são os feedbacks constantes e individuais, ou seja, reservar um momento da semana para bater um papo de meia hora com cada colaborador para saber como ele está ou se requer ajuda. “O momento de agora vem pedindo essas comunicações mais constantes.”

Por último, ela aborda a necessidade de descentralizar um pouco as lideranças no que diz respeito à saúde mental. Dessa forma, cada pessoa pode buscar apoio emocional em outros líderes ou também com um par. “Muitas vezes, a abertura será maior se o colaborador conversar com um colega de trabalho. O mais importante é não deixar de falar”, finaliza.

Movimento Falar Inspira Vida

Ampliar o conhecimento sobre saúde mental é essencial para que as pessoas consigam identificar e ser rede de apoio para aqueles que precisam de ajuda. Colegas de trabalho muitas vezes são aqueles com quem passamos a maior parte do tempo, e por isso podem identificar quando tem algo diferente. Portanto, a necessidade de levantar a discussão nos ambientes profissionais é tão necessária e importante.

O Movimento Falar Inspira a Vida reúne materiais para orientar pessoas sobre saúde mental e depressão em diferentes situações e ambientes
Crédito: Movimento Falar Inspira a Vida | ReproduçãoO Movimento Falar Inspira a Vida reúne materiais para orientar pessoas sobre saúde mental e depressão em diferentes situações e ambientes

Atenta à grande demanda de falar sobre o tema, a Janssen idealizou o Movimento Falar Inspira Vida, que conta com a participação da Vitalk e Instituto Vita Alere como membros. A coalizão quer promover uma mudança no tom da conversa sobre depressão, contribuindo para uma sociedade que saiba falar e ouvir a respeito da doença, incentivando diálogos responsáveis e livres de julgamentos.

A iniciativa reúne materiais para orientar pessoas sobre saúde mental e  depressão em diferentes situações e ambientes como o guia geral “Depressão: quando conhecimento e diálogo inspiram a vida”, o guia para jovens “Papo reto sobre saúde mental” e o já citado “Depressão: como acolher no ambiente de trabalho”.

Este último material, inclusive, foi desenvolvido para quem também concorda que empatia e acolhimento podem salvar vidas e tornar o ambiente de trabalho ainda mais humano. Além disso, o guia propõe uma abordagem horizontal e de escuta ativa entre todos os colegas no ambiente de trabalho, como passo fundamental para o enfrentamento desse desafio.

Isso porque, muitas vezes, os colaboradores com depressão enfrentam a fragilização da autoestima, sentem-se um fardo para todos à sua volta e têm dificuldade de concentração e de realizar as tarefas cotidianas, o que afeta suas relações profissionais. Clique aqui para ler o material na íntegra.