Jornada do Acolhimento
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Setembro Amarelo: Game sobre depressão ajuda usuários a buscar tratamento especializado

Desenvolvido pela Janssen, o jogo “Jornada do Acolhimento” permite que os jogadores aprendam sobre a Depressão Resistente a Tratamento

Por: Publi

Cerca de 12 milhões de brasileiros vivem com depressão e, por mais que o assunto tenha sido mais falado nos últimos anos, o tabu sobre a doença ainda é muito presente na sociedade.

Isso se dá de forma mais intensa no caso da Depressão Resistente ao Tratamento (DRT), que ocorre quando ao menos duas tentativas com tratamentos medicamentosos diferentes não funcionam.

A Janssen criou o game “Jornada do Acolhimento" como uma das ações do Movimento Falar Inspira Vida com foco no Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio e em prol da saúde mental
Crédito: Janssen | DivulgaçãoA Janssen criou o game “Jornada do Acolhimento”, desenvolvido pela Virtual Planet Technologies, como uma das ações do Movimento Falar Inspira Vida com foco no Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio e em prol da saúde mental

Para mostrar o que é ter essa condição, a Janssen criou o game “Jornada do Acolhimento”. Desenvolvido pela Virtual Planet Technologies, ele permite aos usuários aprenderem sobre as jornadas de pessoas que lidam com transtornos mentais e promover reflexões com o intuito de gerar mudança de comportamento.

O jogo é uma das ações do Movimento Falar Inspira Vida com foco no Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio e em prol da saúde mental.

O game “Jornada do Acolhimento”

Tão importante quanto entender o que representa a DRT é a necessidade de se informar sobre como apoiar pessoas com esta condição, que tem sete vezes mais chances de suicídio. O jogo pretende estimular a busca por ajuda médica sob quatro perspectivas diferentes, de acordo com as jornadas dos pacientes.

O ponto em comum entre todas elas é a importância do acolhimento, e dos diversos recursos que tornam possível a superação das barreiras até o caminho do entendimento e da qualidade de vida.

“Ao usar um game para falar sobre saúde mental, você foge de uma maneira tradicional de retratar a questão e mostra que os sintomas acontecem nas mais diversas pessoas”, afirma a psicóloga Karen Scavacini, presidente do Instituto Vita Alere de prevenção e posvenção do suicídio. “A mensagem principal da jornada da Depressão Resistente a Tratamento é que o paciente não desista de se sentir melhor e buscar ajuda.”

O game “Jornada do Acolhimento” foi desenvolvido por uma equipe composta por profissionais de diferentes áreas e especialidades, como Karen. “Pensamos o que precisava estar no jogo, qual era o objetivo, como as jornadas deveriam ser feitas, o que não poderia ter em cada uma delas, e todos os aspectos de cuidado que devemos ter ao lidar com um tema sensível para aumentar a consciência pública, estimular a empatia, orientar como as pessoas podem falar, oferecer ajuda, diminuir preconceito e informar”, diz a psicóloga.

“Ao usar um game para falar sobre saúde mental, você foge de uma maneira tradicional de retratar a questão e mostra que os sintomas acontecem nas mais diversas pessoas”, afirma a psicóloga Karen Scavacini, presidente do Instituto Vita Alere
Crédito: Divulgação“Ao usar um game para falar sobre saúde mental, você foge de uma maneira tradicional de retratar a questão e mostra que os sintomas acontecem nas mais diversas pessoas”, afirma a psicóloga Karen Scavacini, presidente do Instituto Vita Alere

O jogo é dividido em quatro jornadas: a Descoberta, na qual o jogador se coloca no lugar de uma pessoa que começa a apresentar sintomas de depressão e não teve seu diagnóstico confirmado. O desafio dessa etapa é identificar os sinais, enfrentar estigmas em relação à doença e entender que o segredo para a próxima fase é a busca por ajuda especializada; a Superação, que trata especialmente da Depressão Resistente a Tratamento, mostrando que ela é mais comum do que se possa imaginar e requer uma atenção especial aos obstáculos desses pacientes para sua melhora; a Esperança, criada para auxiliar em como ajudar quem dá sinais de depressão e pensamentos suicidas; e, por último, a Cuidado, em que os usuários se transformam em médicos por um dia, ilustrando brevemente sua rotina de trabalho e de atualização contínua.

No caso da segunda jornada, a ideia é mostrar a DRT e a importância de não desistir do tratamento. Além de buscar o profissional de saúde — neste caso, o psiquiatra — para falar abertamente que não está bem e que precisa procurar novas possibilidades.

Como ressalta a psicóloga, a parte lúdica do jogo possibilita levar uma mensagem difícil de uma forma leve. “O game facilita normatizar uma situação que não é fácil, sobre os sintomas de uma pessoa com depressão, e mostrar que não precisamos nos acostumar com o sofrimento e que há ajuda disponível”, pontua.

Para Karen, o jogo representa parte de um projeto muito maior de sensibilização e é uma maneira de aproximar o tema de outros públicos, como os adolescentes, e romper preconceitos.

A “Jornada do Acolhimento” traz a empatia como seu ponto central, pois dá a oportunidade de todos entenderem um pouco sobre como vive uma pessoa que tem Depressão Resistente a Tratamento.

“O usuário fará a jornada como se tivesse DRT e poderá se sentir na ‘pele do outro’ por algum tempo. É um jeito de quebrar a barreira inicial com relação ao assunto”, mostra a psicóloga.

Além do game, o site do movimento traz indicações de locais que oferecem ajuda psiquiátrica por meio da plataforma Mapa da Saúde Mental, idealizada por Karen, que mostra a geolocalização dos serviços disponíveis. Para saber mais sobre o jogo, clique aqui!

Conheça o Movimento Falar Inspira Vida

Desmistificar a conversa sobre depressão por meio do conhecimento, criando um ambiente mais favorável a quem precisa de acolhimento e ajuda especializada. Esse é o intuito do Movimento Falar Inspira Vida, idealizado em 2019 pela Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson, em parceria com instituições que atuam pela causa da saúde mental no Brasil, como CVV, ABRATA, IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas – USP), Vitalk, Vita Alere, CDD, Hub RH+, Grupo Abril e Veja Saúde.

A campanha “Jornada do Acolhimento – Inspirando o cuidado com a depressão” foi organizada pelo movimento neste ano e traz o jogo como foco das ações para o Setembro Amarelo.

Desde seu lançamento, o Falar Inspira Vida tem se mostrado como uma das iniciativas mais inovadoras do país sobre o tema e, como consequência, já transformou a forma como as pessoas entendem e falam sobre saúde mental e depressão.

Desde seu lançamento, o Falar Inspira Vida tem se mostrado como uma das iniciativas mais inovadoras do país sobre o tema e, como consequência, já transformou a forma como as pessoas entendem e falam sobre saúde mental e depressão
Crédito: Janssen | DivulgaçãoDesde seu lançamento, o Falar Inspira Vida tem se mostrado como uma das iniciativas mais inovadoras do país sobre o tema e, como consequência, já transformou a forma como as pessoas entendem e falam sobre saúde mental e depressão

Em 2020, o Falar Inspira Vida lançou o guia Depressão: quando saber falar e ouvir inspira vidas, o documentário Existir & Resistir em parceria com a Discovery Channel e o Vagão do Acolhimento, ação para Setembro Amarelo do último ano.

Para o psiquiatra Elson Asevedo, a campanha foi um marco de divulgação do tema de uma maneira sensível, porque falar de depressão não é se referir a pessimismo ou a estar mal. “Falar sobre as emoções efetivamente é algo que produz bem-estar”, ressalta.

De acordo com o especialista, quem está sofrendo acaba com vergonha de aceitar seu problema de saúde e expressar isso para os outros. “Assim, fica uma porta fechada sem diálogo. Se houvesse esse ambiente de suporte emocional, a dificuldade de tratamento seria muito menor, uma vez que a gente conseguiria ampliar o suporte em sua rede familiar e tratar de forma precoce as doenças”, afirma.

Asevedo pontua que o movimento tem um componente didático de indicar formas comuns que as pessoas utilizam para falar sobre as emoções, mas que são muito pejorativas e preconceituosas, sem a gente se dar conta.

“Um risco que corremos ao ajudar alguém é se sentir superior. E não: precisa ser uma conversa de gente para gente, em uma linha horizontal de respeito mútuo, sabendo que o que funciona para um pode não funcionar para o outro. É uma conversa de escuta e acolhimento, e não de conselhos e soluções”, finaliza.