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Adolescente tem AVC por tomar pílula

Por: Redação

Uma adolescente de 15 anos sofreu um AVC ficando internada sem conseguir se comunicar por quatro dias, após fazer uso de uma pílula anticoncepcional.

A britânica Lexie Nash sentiu forte dor na cabeça e no pescoço, junto com crises intensas de vômito e visão duplicada. No começo os médicos desconfiaram de meningite, mas a tomografia apontou uma forma rara de derrame causado por coágulos no cérebro.

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Há nove meses ela tomava o anticoncepcional Marvelon. “Fui aconselhado a tomar a pílula para controlar meus períodos, mas nunca em um milhão de anos achei que poderia terminar no hospital”, disse ela ao site Daily Mail.

Crédito: Reprodução/Cartes newsAdolescente de 15 anos sofre AVC por uso de anticoncepcional

O uso da pílula combinada pode aumentar o risco de um coágulo sanguíneo porque o estrogênio faz crescer o número de agentes coagulantes no corpo. O porta-voz da fabricante Marvelon MSD declarou: “Marvelon é uma pílula contraceptiva oral combinada e licenciado para ser usada apenas como contraceptivo. Sua segurança e eficácia foram estabelecidas em ensaios clínicos em mulheres com 18 anos ou mais.”

Lexie sofreu uma trombose do seio venoso cerebral, uma forma rara de derrame que afeta cerca de cinco pessoas em um milhão por ano. Ocorre quando um coágulo se forma nos seios venosos do cérebro, o que impede a drenagem do sangue para fora. A pressão intracraniana aumentou, ficando cinco vezes maior que a da pessoa comum.

Mesmo após ter alta, a garota sofria dores de cabeça. Novamente no hospital foi realizada uma punção lombar para remover o excesso de líquido de sua coluna para tentar reduzir a pressão. No total, foram preciso quatro punções. “Depois disso, foi informada que a realização de punções lombares era muito arriscada e eu receberua medicação para reduzir a pressão”, explicou a paciente.

“Agora, um ano depois, ainda não estou 100 por cento, sofro de cansaço e tontura, perda de memória a curto prazo e tenho problemas com o meu discurso, terríveis dores de cabeça e contrações musculares”, conclui Lexie que hoje está com 16 anos.

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