‘Eu não menti’, diz Joana D’Arc após revelação de diploma falso

"A gente se empolga e acaba falando demais", disse a professora

Por: Redação Comunicar erro

‘Eu não menti’, disse a professora Joana D’Arc Félix de Sousa, após revelação de seu diploma falso de Harvard, pelo jornal “O Estado de S.Paulo”.

Em entrevista a revista “Veja”, a professora, química brasileira, afirmou que não mentiu, mas “pode ser que eu não tenha explicado de uma forma correta. Mas eu não menti em nenhum momento”, justificou Joana D’Arc.

Crédito: Reprodução/youtube‘Eu não menti’, diz Joana D’Arc após revelação de seu diploma falso de Harvard

Questionada se as palestras sobre sua trajetoria de superação e vitória, em Harvard, não estão em xeque com a revelação da falsidade do diploma, Joana D’Arc insistiu que teve orientações a distância. “A gente se empolga e acaba falando demais. Mas fica a lição para nos policiarmos. O legado que eu construí, de reduzir a evasão escolar, de transformação social, de tirar crianças do tráfico de drogas e da prostituição, eu acho que não vai ser apagado”, disse.

A professora ganhou visibilidade por contar sua história de superação: a menina pobre, filha de empregada doméstica com operário de curtume, que entrou na faculdade aos 14 anos e concluiu um pós-doutorado em Harvard.

Porém parte dessa história não é bem verdade, segundo revelou uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Ao jornal, Harvard negou ter emitido certificados que comprovem o pós-doutorado. Além disso, no tal diploma, há duas assinaturas, e uma delas é do professor emérito de química em Harvard Richard Hadley Holm.

Ele negou ter assinado o documento apresentado pela professora brasileira e disse ao jornal por e-mail: “o certificado é falso. Essa não é a minha assinatura, eu não era o chefe de departamento naquela época. Eu nunca ouvi falar da professora Sousa”.

Depois da revelação, a “Veja” questionou Joana, se ela teria como provar que passou por Harvard. “Sim, eu fiz orientações a distância, tenho a patente dessa pesquisa feita com essas orientações”, disse a professora que se comprometeu a enviar os registros.

Para ler a entrevista da professora a “Veja”, clique aqui.