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Jardins de chuva viram redutos de área verde em São Paulo

Por: Redação

É preciso aproveitar as forças naturais a nosso favor. E, se uma delas está presente em todo canto do planeta – a da gravidade –, por que não usá-la de maneira inteligente também para melhorar o ambiente? Esse é o princípio dos jardins de chuva, que têm sido espalhados pelo cinza de São Paulo por um grupo comandado pelo ativista Nik Sabey.

Esse tipo de canteiro dispensa a rega por ser construído em um nível mais baixo que o das ruas ou das calçadas. Dessa forma, a água pluvial se acumula ali, abastecendo as plantas.

Sabey já era um cultivador de verde em meio ao concreto com sua iniciativa Novas Árvores por Aí – projeto que consiste em plantar espécies em espaços públicos da capital paulista.

A técnica do jardim de chuva lhe foi introduzida pelo engenheiro Guilherme Castagna, e os benefícios do método conquistaram o ativista: além de alimentar o lençol freático devido à permeabilidade do solo, reduzem as ilhas de calor, ajudam a combater enchentes e contribuem para o aumento da umidade do ar.

Os jardins de chuva aproveitam a força da gravidade para a rega das plantas
Os jardins de chuva aproveitam a força da gravidade para a rega das plantas

O botânico Ricardo Cardim também passou a fazer parte do projeto, com muito conhecimento de causa: Cardim revitalizou um canteiro central da marginal Pinheiros com a plantação de jardins de chuva.

O time comandado por Sabey já fez intervenções em calçadas, ruas, canteiros e rotatórias em bairros como Moema, Mooca, Vila Mariana e Pinheiros.

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Os jardins de chuva podem ser implementados em calçadas

Entre esses trabalhos, um dos destaques é o do largo das Araucárias, em Pinheiros. Ali, com a ajuda de uma empresa especializada nessas soluções, a Fluxo Design, um trecho que acumulava entulhos de uma velha construção foi revitalizada com a construção de uma praça e um jardim de chuva.

Em Pinheiros, os entulhos de uma construção deram lugar a um canteiro de chuva

Para adotar o modelo, é preciso fazer aberturas no meio-fio, que podem ser complementadas com a instalação de canos. A prefeitura autoriza as intervenções e ajuda a implementar essas estruturas.

As espécies vegetais escolhidas para esses canteiros devem ser as que se adaptam bem às alternâncias entre épocas de chuva e de seca. Cobrir esses jardins com pedra ou madeira favorece a conservação da umidade do solo e evita que a terra seja levada por enxurradas.

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Curadoria: engenheiro Bernardo Gradin, especialista em soluções sustentáveis.