Reciclados, tubos de pasta de dente viram de óculos a móveis

Empresa de Santo André transforma as bisnagas em placas que podem ser usadas como revestimento e também para produzir armários, mesas e até óculos

Por: Redação |

Quem diria que tubos de pasta de dente pudessem ser uma matéria-prima tão versátil?

Em Santo André (SP), a empresa Ecofour os recicla e os transforma em um material resistente e impermeável.

Bom para fazer armários, bancos, mesas, lixeiras e até cocho de gado.

Segundo a Ecofour, o tubo de pasta de dente é composto por 75% de plástico (polietileno de baixa densidade) e 25% de alumínio.

Assim, suas características técnicas o tornam interessante para ser reaproveitado para diferentes fins.

As placas feitas com esse material podem substituir madeira, fórmica e diferentes tipos de revestimentos.

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Tubos de pasta de dente, feitos de plástico e alumínio, têm características técnicas interessantes, segundo a empresa
Crédito: Tapedman/ShutterstockTubos de pasta de dente, feitos de plástico e alumínio, têm características técnicas interessantes, segundo a empresa

A placa é 100% reciclada e reciclável. Além disso, é leve, tem alta resistência ao fogo e não absorve água.

Como é isolante térmico, no caso de telhas, deixa a casa 25% mais fresca no verão, em comparação às casas com telhas de amianto.

Para fazer uma placa de pouco mais de dois metros, a empresa utiliza 700 tubos de pasta de dente.

As placas têm cores variadas, como branco com uma mistura de tonalidades e prata, como resultado do material utilizado. Podem ser opacas ou brilhantes.

Óculos escuros, com armação de material reciclado
Crédito: DivulgaçãoÓculos escuros, com armação de material reciclado

A Ecoflour recicla e processa tanto bisnagas já usadas como aparas e restos não aproveitados pelos fabricantes de pasta de dente.

Além disso, também podem ser reciclados bisnagas de creme facial e de barbear, tampinhas e frascos de alguns produtos de limpeza.

Segundo ela, o processo de transformação dos tubos em placa não produz resíduos ou poluentes atmosféricos. Isso porque não ocorre nenhuma queima e o material é aproveitado por completo.

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Curadoria: engenheiro Bernardo Gradin, presidente da GranBio e especialista em soluções sustentáveis.

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