Bolsonaro foi cabo eleitoral do amigo com salário de R$ 50 mil

Por: Gilberto Dimenstein | Comunicar erro

Aumenta a polêmica em torno da promoção na Petrobras de Carlos Guerra, amigo de Jair Bolsonaro, que passou a ganhar R$ 50 mil mensais – antes era R$ 15 mil

Um vídeo mostrou como Bolsonaro ajuda nas campanhas eleitores de Carlos Guerra.

A Federação Única dos Petroleiros divulgou nota apontando irregularidade.

Após promover o filho do vice Mourão no Banco do Brasil, Jair Bolsonaro gera nova indignação ao interferir a favor da indicação de um “amigo particular” para ocupar a Gerência Executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobrás. Para atender ao pedido do presidente, a direção da empresa violou o próprio Plano de Cargos e Remuneração (PCR) e nomeou um profissional pleno para um cargo sênior, triplicando o seu salário.

Um dos principais sites de defesa do liberalismo e adversário das esquerdas, o Antagonista resolveu enfrentar o presidente Jair Bolsonaro ao comentar a promoção de seu amigo a um posto da Petrobras.
O Antagonista foi o canal que Bolsonaro preferiu várias vezes para dar notícias exclusivas.
É uma medida para ver a repercussão do caso que fez a familia Bolsonaro voltar a atacar a imprensa.

Para chegar ao posto na Gerência de Inteligência da Petrobras, Carlos Victor Guerra Nagem teve de pular, lembrou o Antagonista, pulou 5 degraus – o salário pulou de R$ 15 mil para 50 mil.

Techo da nota do Antagonista.

Embora seja prerrogativa do presidente nomear, a governança corporativa orienta que todos os degraus devem ser percorridos – gerando naturalmente o acúmulo de experiência necessário.
No caso, Guerra deveria ter exercido as funções de supervisor, depois de coordenador, gerente setorial, gerente regional e gerente geral.
O amigão do presidente estará subordinado diretamente ao próprio presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

Esse tipo de comentário levantado pela imprensa também foi atacado por Eduardo Bolsonaro.

Bolsonaro ajudou a criar um clima de busca de transparência nos gastos públicos – e essa polêmica é apenas um reflexo dessa nova era no Brasil.

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Autor: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.