Dimenstein: filho de Bolsonaro faz playground no Itamaraty

Por: Gilberto Dimenstein | Comunicar erro


Essa mensagem  acima mostra que Eduardo Bolsonaro, responsável pela indicação de Ernesto Araújo para o Ministério das Relações Exteriores, fez do Itamaraty um playground – uma brincadeira que pode custar bilhões de dólares ao país.
Se o critério é não convidar ditaduras para a cerimônia de posse de seu pai, por que não vetar também países como China, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Coreia do Norte? Só para citar alguns países.

Arábia Saudita, onde não existe democracia, não parece ser problema.

Eduardo vai para os Estados Unidos, usando um boné em reverência a Donald Trump, esquecendo que, agora, ele também expressa um governo. Ou seja, tomou partido.
E se Trump perder as próximas eleições, como é possível, a julgar pelo desgaste do presidente americano?
Quanto o Brasil pode perder ao alinhar-se contra a China? Eduardo Bolsonaro ataca os ambientalistas, questionando o aquecimento global. Isso poderá custar caro se cortarem nossas exportações.
Nos Estados Unidos, ele deu uma entrevista dizendo que o Brasil não mais será um país socialista. O que de ignorância ou má-fe. Quando fomos socialistas? Temer está deixando como legado a seu pai uma economia socialista? Ou seria a falta de habilidade com a língua inglesa?
Eduardo Bolsonaro escreveu um texto com erros primários de inglês. No lugar de “both” ( ambos) escreveu “booth”( cabine).

Mas para quem já escreveu “posso” no lugar de “poço” até se entende.
Daí que vou dizer o óbvio: diplomacia é coisa de gente adulta e responsável.

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Autor: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.