Dimenstein: moleque é a palavra que define Alexandre Frota

Por: Gilberto Dimenstein | Comunicar erro
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Não é a primeira vez que Alexandre Frota desrespeita o poder Judiciário – e sempre em tom de deboche.
Nem o fato de ter sido eleito deputado federal parece ter ajudado Frota a ter mais responsabilidade com as palavras.
Ele não sabe que debochar das decisões do Judiciário é debochar da democracia.
Uma única palavra o define: moleque.

Aqui o resumo da Catraca Livre:
picotar papeis durante 2 anos e 26 dias em ação por calúnia e injúria contra o deputado Jean Wyllys (PSOL), a juíza Adriana Freisleben de Zanetti, da 2ª Vara de Osasco (SP), apresentou ao Ministério Público Federal uma representação contra ofensas de Frota, que zombou de sua decisão judicial em suas redes sociais.

Alexandre Frota é condenado e lança ofensas contra juíza
Crédito: reproduçãoCondenado por juíza, Alexandre Frota lança ofensas contra decisão e vira alvo de nova investigação

A ação da magistrada acarretou na abertura de uma investigação sobre injúria funcional, quando o agente público é insultado ao exercer sua função. A Procuradoria já solicitou a preservação do conteúdo nas redes sociais para que não haja o risco de serem apagadas, e os usuários do Facebook, que apoiaram a postagem do deputado e ainda lançaram ofensas a Adriana, também terão suas identidades investigadas.

Condenado a 2 anos e 26 dias de detenção, no regime inicial aberto, mais pagamento de 620 dias-multa – no valor de meio salário mínimo cada -, Frota registrou sua indignação com uma foto que revela o rosto de Adriana a seus seguidores, além de um vídeo em que aparece com uma tesoura na mão cortando folhas de papel, fazendo chacota à decisão da juíza.

Na representação, a juíza narrou que “centenas de comentários” foram feitos após as postagens. Ela citou algumas ofensas e afirmou que o comentário de um dos seguidores do deputado “leva a crer que se trata de eventual ameaça de estupro”.

Sem saber de suas novas responsabilidades, Frota envereda, via deboche, pelo caminhos dos que acreditam que a lei não deve ser igual para todos. E que vale tudo quando se busca a aprovação popular.

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Autor: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.