Dimenstein: os pobres que se danem. E morram. Desapareçam

Por: Gilberto Dimenstein | Comunicar erro

Não gosto do regime de Cuba – aliás, não gosto de nenhuma ditadura.

Mas é inaceitável  colocar uma briga política  ou um ódio ideológico acima da vida dos brasileiros.

Vendo os comentários nas redes sociais sobre a saída dos médicos cubanos, percebo que muita gente não está preocupada com a saúde dos brasileiros.

O que se mostra é ódio a Cuba – aí vale tudo.

Os  médicos de Cuba estão em 3 mil municípios salvando brasileiros. E sabemos que se eles saírem agora será muito difícil substituí-los.

Ou seja, muita gente vai ficar doente. E morrer.

Na prática, essas pessoas, em nome de uma divergência política, quer que os pobres se danem. Morram. Desapareçam.

Se Bolsonaro tiver um mínimo de bom senso, ele vai ter que se acertar ainda hoje com os cubanos para não carregar esse peso na consciência.

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Autor: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.