Planejamento financeiro: o primeiro passo para quem quer investir

Traçar perspectivas e olhar para o futuro com os pés no chão é fundamental para o sucesso.

Por: Publi |

Planejar é a primeira lição para cumprir um objetivo. Seja para comprar uma cadeira, um carro, reformar um cômodo, fazer intercâmbio ou até apostar em investimento imobiliário, esse clichê, que permeia principalmente a vida financeira, tem resultado efetivo. O mais importante é entender que o planejamento financeiro pode mudar a situação de muita gente e transformar a sua realidade.

Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Sistema de informações das Câmaras de Dirigentes Lojistas – CDL) constatou que apenas 55% dos brasileiros fazem controle dos gastos, sendo que 43% realizam esse processo com antecedência; no entanto, apenas 35% dessa parcela cumpre essa tarefa longo do mês, e 21% registra seus gastos quando o mês termina. Ou seja, a maioria se perde no caminho durante os 30 dias.

Fazer sobrar o dinheiro no fim do mês não é nada fácil. Segundo Anderson Paiva, gerente de marketing da Easynvest, antes de se desesperar, dizer que é impossível, é melhor parar e pensar: “quanto e com o que eu gasto todo mês?”

O que você faz com o seu dinheiro?

“Ter uma visão geral do que você está gastando é muito importante para o planejamento financeiro. Existem coisas que, por exemplo, não têm jeito de mexer, são gastos fixos: água, luz, aluguel, etc. E outras que terão que ser cortadas. Se não tiver jeito, a saída é achar maneiras de ganhar mais dinheiro.”

Só que em meio a tantas contas, boletos, novas necessidades, todo mundo acaba desistindo de planejar antes de gastar e apenas vai lá e gasta – às vezes, até paga as contas com um dinheiro que não tem. Na maioria das famílias, a educação financeira, que poderia evitar muitas dívidas, passa despercebida, como conta o jornalista Arthur Cagliari.

“Na minha família a relação com o dinheiro foi diferente da qual eu tenho hoje. Eles acompanhavam menos seus gastos, e às vezes a gente se apertava. Quando eu comecei a trabalhar e ter a minha renda, eu comecei a perceber no que eu gastava e quanto eu gastava em cada coisa. Nunca fiz um grande mapeamento dos meus gastos, mas eu costumo acompanhar diariamente minha conta bancária. Gosto de ter sempre uns R$ 100 ou R$ 150 na conta para urgência. Se eu estou chegando perto do valor no fim do mês, eu já começo a cortar meus lanches fora de casa, um chocolate mais caro etc.”

Para não precisar anotar tudo em um caderninho, vale usar os aplicativos de finanças, que podem ser uma boa saída pra quem sempre arranja uma desculpa para um gasto a mais ou se perde em meio à organização.

“O processo de criação de metas, que, em um primeiro momento, não precisa ser agressivo para não causar desmotivação, faz com que você encontre um equilíbrio. Por exemplo, você estipula um gasto de R$ 300 por mês com entretenimento. Só de ter esse tipo de planejamento, você já está se controlando”, orienta gerente de marketing.

Renegociação de dívidas

Quem está em um situação apertada, com dívidas que parecem só aumentar e uma conta bancária que nunca sai do vermelho, precisa parar para se organizar o quanto antes. O primeiro passo é separar cada uma das dívidas e analisá-las separadamente.

“Se você ainda tem dívidas, você está um passo atrás, mas é preciso diferenciar as dívidas: imóvel financiado e carro financiado são, geralmente, consideradas dívidas baratas com taxas de juros baixas. Nesses casos, não se tem muito o que fazer, pois elas não serão facilmente liquidadas”, esclarece Anderson Paiva.

Crédito: Instagram/EasynvestCorte os hábitos que prejudicam sua vida financeira.

Se o problema está junto ao banco ou financiadoras, o conselho é tentar negociar com a própria e/ou buscar outro recurso, que ofereça juros mais baixos.

“Têm dívidas que envolvem cheque especial ou empréstimo de 4% ao mês e aí é preciso encontrar uma forma de diminuí-las para poder sobrar mais dinheiro e começar um planejamento. Você pode tentar renegociar essas dívidas em um outro banco com taxas de juros menores, por exemplo. Uma dica é focar sempre na renegociação da dívida mais alta. É importante ficar atento a um detalhe: nem sempre o menor valor de prestação no fim do mês é o mais vantajoso, já que nele pode ter ainda mais mais juros”, afirma.

Investir para gastar mais

“Às vezes, a gente acha que investir é um passo muito grande. É esse dinheiro que você começa a acumular que dá a segurança e a tranquilidade de poder gastar mais, por exemplo. Parece até contrassenso: Investir para poder gastar mais? Sim, isso mesmo! Investir não quer dizer que você vai ter que sofrer a vida inteira guardando dinheiro para um dia ser milionário lá na frente, se é que isso vai acontecer um dia, para aproveitar a vida”, confirma Paiva.

Arthur Cagliari percebeu justamente isso quando começou a guardar parte do seu salário e, mais ainda, quando pensou em encontrar uma corretora para investir no futuro.

Em 2017, o jornalista foi para Cuba, em férias. Ele garantiu que o planejamento financeiro foi essencial para concretizar o sonho de visitar o país.

“Fiz muitas pesquisas na internet para saber qual corretora poderia oferecer o serviço que eu buscava sem cobrar taxa ou sem cobrar algo caro. Lendo sobre o assunto, percebi que a Easynvest tinha mais meu perfil.  Eu uso o app há dois anos e estou investindo no Tesouro Direto para manter um dinheiro para quando eu estiver mais velho. Não para previdência, mas para planos de viagens, compra de casa etc.”

Além de projetar novos passos, ter esse dinheiro também é uma cautela para gastos inesperados, como disse o gerente de marketing da Easynvest.

“Investimento é também uma reserva de emergência que te permitirá sair um pouco dos planos. Sem preocupação, sem te impedir de viver e de fazer as coisas que tanto gosta”, conclui.

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