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Ataques de fome podem indicar transtorno; veja como evitar

Por: Redação
Ataques de fome costumam ser desencadeados por estresse e ansiedade

Após o nascimento da filha, Maryana A. teve depressão pós-parto, o que acabou despertando ansiedade e crises de compulsão alimentar. Em pouco tempo, ela pulou de 68kg na balança para 98kg. “Eu sofro de insônia e passo quase todas as noites comendo muito e comendo tudo”, relatou ela ao Equilibre-se.

Os ataques de fome, segundo Maryana, são incontroláveis. Acontecem especialmente à noite, quando a vontade de comer doces aumenta de maneira expressiva. “Nunca usei drogas ilícitas, mas entendo perfeitamente quem o faz, porque o vício pela comida me parece igual a qualquer outro, é algo incontrolável, uma sensação prazerosa ao extremo”, conta.

A relação problemática com a própria alimentação a fez criar um grupo de discussão sobre transtorno alimentar no Facebook. Lá, ela e outras mulheres relatam as dificuldades e as tentativas de deixar de comer exageradamente.

“A compulsão é como o vício em drogas, a comida é a minha droga, meu alívio e eu não sei se a quero deixar”

Hoje com 114kg e um bebê de dois anos, Maryana já sente dificuldades para cuidar da criança. Além de dores nas costas, ela sofre com falta de ar por conta da obesidade.

Transtorno Compulsivo Alimentar

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o descontrole alimentar enfrentado por Maryana (Transtorno Compulsivo Alimentar – TCA) atinge em torno de 2,6% da população em todo mundo, sendo o Brasil o país com uma das taxas mais altas de ocorrências.

A doença, que não difere sexo, idade ou classe social, pode ser caracterizada por episódios recorrentes de descontrole alimentar, quando a pessoa ingere grande quantidade de comida em curto intervalo de tempo.

Como a grande maioria dos transtornos psiquiátricos não se pode afirmar a causa exata do TCA, mas diversas pesquisas, apontam como origem uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e de estilo de vida.

Os especialistas acreditam, no entanto, que determinados comportamentos e hábitos podem ajudar a evitar que as pessoas desenvolvam uma relação compulsiva com a comida e sofram de ataques de fome. Confira algumas recomendações:

Evite restrição alimentar

Restrição alimentar é reconhecidamente o principal gatilho desencadeador em pessoas predispostas ao Transtorno Compulsivo Alimentar, de acordo com os psiquiatras. Por isso, não é recomendo cortar os carboidratos, gorduras ou doces. A pessoa deve reaprender a consumir esses alimentos até para manter a vontade controlada e as funções do organismo em dia.

Não pule refeições

Deixar de tomar o café da manhã ou almoçar fará com que você fique com muita fome e acabe abusando na quantidade de alimentos em uma única refeição. O ideal é fazer várias pequenas refeições ao longo dia, mantendo horários fixos para o corpo que mantenha um ritmo adequado.

Não faça dietas por conta própria

Seja qual for o seu objetivo, nunca comece a seguir uma dieta só porque ela está na moda. Cada organismo tem uma necessidade nutricional e, ao adotar uma dieta qualquer, você pode acabar retirando algum grupo alimentar que fará falta para perfeito funcionamento do seu organismo. Na dúvida, sempre peça a recomendação de um nutricionista.

Gerencie melhor suas emoções

De maneira geral, os ataques de fome e a compulsão por comida são desencadeados por crises de estresse e ansiedade. Por isso, saber lidar com as emoções de maneira saudável evita que as frustrações sejam descontadas na comida.

Mantenha uma dieta equilibrada aliada à prática de atividades físicas

A ideia não é restringir nenhum alimento de sua preferência, basta equilibrar as refeições. Se comer frituras no almoço e doces de sobremesa, opte algo mais leve no jantar.

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