Doenças transmissíveis pela comida matam 420 mil pessoas por ano

Doenças causadas por bactérias, vírus, parasitas ou produtos químicos podem ser evitadas; veja os principais cuidados

Por: Redação |
Crédito: @Pixabay/PexelsDia Mundial da Segurança Alimentar alerta para contaminação

No último dia 7 de junho, foi celebrado o primeiro Dia Mundial da Segurança Alimentar das Nações Unidas. A data foi instituída por duas agências da ONU (Organização das Nações Unidas) a fim de promover a oferta e o consumo de alimentos seguros.

Essa iniciativa é encabeçada em todo o mundo pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Segundo as agências, anualmente, quase uma em cada dez pessoas no mundo (cerca de 600 milhões) adoece e 420 mil morrem após o consumo de alimentos contaminados por bactérias, vírus, parasitas ou produtos químicos.

“Essas mortes são totalmente evitáveis​”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS. “A segurança alimentar contribui para a saúde da população, a prosperidade econômica, a agricultura, o acesso aos mercados, o turismo e o desenvolvimento sustentável”, alertou a ONU.

Conscientização

A organização está atuando junto a produtores e vendedores de alimentos, autoridades regulatórias e demais envolvidos no setor alimentício. Segundo o diretor, “da fazenda à mesa, todos nós temos um papel a desempenhar para tornar a comida segura”.

Para conscientizar a sociedade, as agências lançaram um guia que inclui cinco etapas para alcançar mudanças em prol da segurança alimentar. São elas: garantia da segurança pelos governos; cultivo de alimentos inócuos; manutenção de alimentos seguros no transporte, armazenamento e processamento; acesso à informação por parte dos consumidores; e ação em conjunto pela segurança alimentar, envolvendo toda a sociedade.

O que é segurança alimentar, afinal?

Crédito: @Pixabay/PexelsDia Mundial da Segurança Alimentar alerta para contaminação

Certas doenças — como as chamadas diarreicas, além de botulismo e cólera — são causadas por micro-organismos. Eles são introduzidos no corpo por meio de bebidas ou alimentos contaminados.

A melhoria das práticas de higiene também ajuda a reduzir o surgimento e a disseminação da resistência microbiana em toda a cadeia alimentar e no meio ambiente.

Para a professora Ana Maria Cervato-Mancuso, o alimento seguro integra a discussão sobre o direito humano à alimentação adequada.

“Essa alimentação adequada inclui ter disponível um alimento inócuo e seguro”, explica a especialista, que integra o departamento de nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Ela enumera alguns cuidados que todos devem ter para evitar a contaminação de comidas e bebidas:

1- Lavar bem as mãos

Isso serve tanto para quem prepara as refeições como para quem vai comer.

2- Higienizar os alimentos

Os alimentos que têm mais risco de contaminação e devem ser observados são as folhas, os legumes e as frutas que serão ingeridos crus.

3- Verificar a origem

Isso vale tanto para a água quanto para leites e queijos não pasteurizados, além de ovos e carnes, especialmente quando ingeridos crus.

4- Evitar o uso de produtos químicos em plantações

Quando inseridos no alimento, os agrotóxicos não podem ser retirados — o melhor, portanto, é evitá-los.

5- Atenção redobrada em restaurantes

Observe quanto tempo a comida fica exposta no bufê e se o local é suscetível à contaminação. Também é importante verificar a cozinha dos lugares em que comemos frequentemente, nas cidades em que essa visita é permitida;

6- Em casa, analise seus alimentos

Se sua comida ou bebida tem cheiro e gosto estranhos, descarte imediatamente.

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