Dieta do tipo sanguíneo: a relação entre genética e alimentação

Naturopata criador dessa dieta defende que existem alimentos favoráveis e desfavoráveis para cada tipo de sangue

Por: Redação

A ideia por trás da dieta do tipo sanguíneo é que ter uma alimentação e estilo de vida que se adapte ao seu tipo de sangue – O, A, B ou AB – irá torná-lo mais saudável, ajudá-lo a atingir o peso ideal e até mesmo retardar o processo de envelhecimento. Essa é a teoria defendida pelo autor do livro Eat Right 4 Your Type (Coma certo de acordo com o seu tipo – em tradução livre), do médico naturopata Peter J. D’Adamo.

D’Adamo afirma que os alimentos ingeridos reagem quimicamente com o tipo sanguíneo de cada um. De acordo com ele, se seguirmos uma dieta projetada para o nosso tipo, o corpo irá digerir os alimentos com mais eficiência, perder peso, ter mais energia e ajudar a prevenir doenças.

A teoria de D’Adamo defende que o tipo de sanguíneo foi sofrendo evolução no decorrer do tempo, de acordo com as condições climáticas, geográficas e tipo de atividade primordial da sociedade. Os ancestrais antepassados do homem moderno, que viveram entre há  40.000 e até há 25 000 a.C. anos, eram caçadores e todos tinham o tipo sanguíneo O.

sangue
Crédito: wakila/istockPara D’Adamo, os tipos sanguíneos evoluíram ao longo dos anos

Já o tipo sanguíneo A evoluiu com a sociedade agrária entre 25 000 e 15 000 anos a.C. e o tipo B desenvolveu-se quando os humanos migraram para territórios mais frios, como a cordilheira dos Himalaias. Finalmente, o tipo AB, tido como raro, é uma adaptação moderna, resultado da miscigenação de grupos diferentes.  Essa evolução, segundo o autor do livro, relaciona-se diretamente com as necessidades nutricionais de cada tipo sanguíneo.

Abaixo está um resumo dos alimentos indicados para cada tipo. Veja o que comer e evitar:

Tipo O

Pessoas desse tipo sanguíneo devem priorizar uma dieta baseada em carnes magras e peixes (bacalhau, badejo, sardinha, linguado e salmão). Frutas (abacaxi, damasco, ameixa, banana, kiwi, manga, pêssego, maçã, mamão, limão e uva) e legumes também devem estar presentes na dieta de pessoas do tipo O. Além do cuidado com a alimentação, esse grupo também deve investir em um programa de exercícios físicos vigoroso.

Evitar: café, chá preto, produtos lácteos (creme de leite, parmesão, provolone, ricota, requeijão, coalhada) e cereais (como farinha de trigo, amido de milho, milho, sêmola de trigo, aveia e pão branco). O principal fator de aumento de peso de pessoas do Tipo O é o glúten, encontrado no trigo e derivados.

Tipo A

vegetais frescos e grãos na mesa
Crédito: Lisovskaya/istockPessoas do tipo A têm mais facilidade de seguir uma dieta vegetariana

As pessoas cujo sangue é do tipo A são direcionadas para uma dieta vegetariana, incluindo proteínas de soja, grãos e vegetais. Eles também devem comer alimentos orgânicos e frescos em um estado natural.

Entre os alimentos que podem ser consumidos à vontade estão: peixes: bacalhau, salmão vermelho, salmão, sardinha, truta; frutas, verduras e cereais.

Evitar: carnes, laticínios e trigo (este em excesso). Esses alimentos são difíceis de digestão, além de armazenarem-se como gordura, aumentar as toxinas digestivas e desacelerar o metabolismo.

Tipo B

As pessoas cujo sangue é do tipo B são identificadas como onívoros, que podem comer uma variedade de alimentos de origem animal e vegetal, como carne vermelha, ovos, laticínios com baixo teor de gordura e verduras e legumes.

Evitar: milho, trigo, lentilhas, tomate, amendoim, sementes de gergelim e carne de frango e de porco.

Tipo AB

O sangue tipo AB é raro (menos de 5% da população). As pessoas desse tipo devem comer tofu, frutos do mar, salmão, sardinha, truta, leite desnatado de soja, laticínios como iogurte e kefir, vegetais como couve e brócolis, vagem e agrião e frutas como maçã, figo, pêssego, ameixa, abacaxi, uva e framboesa.

Evitar: cafeína, álcool e carnes defumadas e curadas.

Basicamente esta é a recomendação de D’Adamo para cada tipo sanguíneo. A teoria, no entanto, é tida por alguns estudiosos como simplista e pouco sensível. Eles alegam que, embora as pessoas muitas vezes tenham necessidades nutricionais diferentes, os seres humanos são animais complexos, e a inclusão dessas especificidades no tipo sanguíneo pode simplificar demais essas necessidades.

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