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Dieta sem sofrimento libera chocolate, hambúrguer e até paçoca

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Dieta não é sinônimo de passar fome, nem de deixar de comer o que gosta. Pelo menos é o que defende o nutricionista e consultor em nutrição esportista Leopoldo Leão. Para ele, não existe alimento condenado e as guloseimas consideradas vilãs têm passe livre no cardápio de seus pacientes.

“Eles chegam ao consultório achando que hambúrguer, sorvete, chocolate, bolos recheados, queijos amarelos, vinho, cerveja, feijoada e pizza são os reais vilões, eu explico que não existe vilão desde que tenhamos o conhecimento para equilibrar estes alimentos dentro de dieta saudável”, comenta o nutricionista.

O que Leopoldo faz é inverter a pirâmide alimentar, priorizando gordura, proteína e reduzindo muito a quantidade de carboidrato.

O resultado da dieta sem sofrimento

O que poderia causar arrepio em muitos radicais da alimentação é o que seduz pessoas como a consultora de imagem Larissa Proença. Ela perdeu 8 kg em três meses de dieta, comendo chocolate, bolo, paçoca e doce de leite, e fazendo exercícios funcionais de 2 a 3 vezes por semana.

Larissa mudou o corpo comendo chocolate, bolo e paçoca

A consultora de imagem procurou o nutricionista em um momento crítico de saúde. Com hipertiroidismo e 10 kg a mais por conta da medicação que tomava, ela inicialmente precisou cortar o pão do cardápio e todos os outros alimentos inflamatórios. Em compensação, foi liberada a comer chocolates todos os dias à noite e aumentar a dose de proteína nas refeições.

“Ele me deixava comer o chocolate por conta da ansiedade e do nervosismo e para me livrar de uma situação de estresse que poderia desencadear compulsão”, explica Larissa.

Na segunda fase da dieta, entrou a fatia de bolo à noite, intercalado com a paçoca e com uma colher de doce de leite. “Ele falava: ‘Come quando tiver vontade e quando não tiver não come. Não force seu organismo a comer coisas que você não necessita’. Então, quando eu excedia, comia menos no dia seguinte. Nunca foi nada muito restritivo”, lembra a consultora de imagem.

Em porcentagem de gordura corporal, Larissa passou de 30% para 14%  comendo o que mais gostava.  Agora ele pretende chegar a 11% antes do casamento marcado para maio. “Não existe milagre, mas de todas as dietas que eu já fiz, essa foi a única que eu não tive dor de cabeça, aquela fraqueza, de passar mal. Obviamente que você não vai encher a cara de hambúrguer, batata frita e achar que vai emagrecer porque não vai. É disciplina e equilíbrio, uma reeducação alimentar”, acredita.

Por que a dieta funciona?

O resultado conquistado por Larissa tem uma explicação. De acordo com Leão, uma dieta só é efetiva a partir do momento em que a pessoa consiga cumprir por mais tempo. “A ciência já provou que dietas restritivas não são eficazes a médio e longo prazo exatamente por não respeitar as condições gerais das pessoas, elas simplesmente retiram os alimentos em vez de equilibrá-los, fazendo o paciente desistir rapidamente de cumpri-la e gerando cada vez mais compulsão e culpa”, afirma Leão.

Qualquer pessoa pode seguir a dieta flexível, segundo o nutricionista, no entanto, antes de começar, a pessoa precisa obrigatoriamente passar por uma avaliação individualizada, que inclui uma análise do histórico pessoal e o dos familiares.  “Avalio quais alimentos vão suprir as necessidades metabólicas e psicológicas e quando posso colocá-los para que a dieta seja efetiva”, afirma.

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