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Síndrome da pressa: mudanças na rotina ajudam a desacelerar

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Apertar o botão do elevador insistentemente é um dos sinais

Apertar o botão do elevador insistentemente, almoçar enquanto checa os e-mails ou fala ao telefone. Esses são apenas alguns sinais daquilo que os psicólogos chamam de síndrome da pressa, algo que pode ter um impacto tão negativo na saúde quanto uma alimentação desequilibrada ou a falta de exercícios físicos.

A síndrome não tem reconhecimento médico nem psquiátrico, mas é estudada desde a década de 1980. Por definição, a doença da pressa é um padrão de comportamento caracterizado por ansiedade contínua e uma sensação esmagadora de urgência. Como se isso não bastasse, também é definida como um mal-estar no qual uma pessoa se sente cronicamente sem tempo, e assim tende a executar as tarefas cada vez mais rapidamente e a ficar confusa ao encontrar qualquer tipo de atraso.

Pelo menos em grandes centros urbanos, não é raro encontrar pessoas que se identificam com esses sentimentos, seja em menor ou maior grau. Fato é que tal comportamento é capaz de adoecer as pessoas, uma vez que ele aumenta a produção do hormônio do estresse, o cortisol, que suprime o sistema imunológico e tem sido associado a doenças cardíacas.

Além disso, de acordo com um estudo da International Stress Management Association do Brasil (ISMA-BR), essas pessoas alegam dores musculares, cansaço, insônia, azia, hipertensão, raiva e falta de memória.

O que fazer para desacelerar o ritmo:

Estudiosos afirmam que pequenos ajustes na rotina é uma boa forma de desacelerar, desconectar a mente e aquietar o pensamento. Confira algumas dicas da terapeuta floral Márcia Campos:

  • Evite fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo; se concentre para colocar atenção máxima a uma única atividade
  • Reserve um tempo para fazer o que mais gosta sem se importar com o relógio
  •  Peça ajuda, delegue tarefas, não abrace tudo
  • Incorpore exercícios físicos na sua rotina
  • Separe um tempo para meditar ou ficar em silêncio em local tranquilo, preferencialmente em uma área verde
  • Procure ficar um tempo longe do celular, computador e tv para aquietar o pensamento
  • Em casos mais sérios, procure ajuda psicoterápica.

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