Escola pública se une a ONG para desenvolver projeto de leitura

Ação é considerada exemplar pelo movimento Sou Responsável, campanha sem partidos, candidatos ou ideologia apoiada pelo Catraca Livre e pelo Instituto SEB de Educação

Por: Redação |

Os estudantes da Escola Estadual Brasílio Machado, de São Paulo, embarcam nas mais diversas aventuras todas as quartas-feiras. E a diversão dos alunos do ensino fundamental acontece por meio dos livros. Desde 2011, a ONG Reviravolta promove a atividade de leitura, com a mediação de voluntárias.

Escola pública de São Paulo se une à ONG Reviravolta para desenvolver projeto de leitura

Essa história faz parte da série para o movimento Sou Responsável, cuja meta é estimular o protagonismo dos brasileiros. Em pleno ano eleitoral, o Catraca Livre e o Instituto SEB de Educação decidiram apoiar essa campanha para ajudar o brasileiro a também ser parte das soluções, e não do problema.

A ONG, formada por cinco mulheres que amam ler, apresenta o projeto “Leitura com a Família” em dez salas do colégio. Semanalmente, durante a primeira aula, as voluntárias contam a história de um livro em cada sala. Na segunda aula, elas trocam de turma. Depois, os alunos podem levar um livro para ler em casa, com a família, dentro de uma sacolinha especial. O livro só é devolvido quando a leitura é completada.

Escola pública de São Paulo se une à ONG Reviravolta para desenvolver projeto de leitura

As duas salas do primeiro ano costumam ficar familiarizadas com a leitura pausada até meados de setembro –a fluência acontece no fim do ano.

Em 2017, os alunos passaram a ler mais de dois livros por mês, de acordo com a escola. “Quando os pais se envolvem na leitura e na aprendizagem dos alunos, o interesse do aluno é maior, pois cria-se um momento de afinidade em que as crianças percebem que por meio do livro é possível soltar ainda mais a imaginação”, diz a diretora Simone Romano.

A Escola Estadual Professora Nair de Almeida, em Serra Negra, no interior de São Paulo, também tem um projeto de literatura. No projeto “Sacolas Mágicas da Leitura”, os estudantes levam as obras para casa, leem e, depois, contam as histórias para os colegas de classe –mas não podem contar o fim da trama. “O objetivo é fazer com que as outras crianças também queiram ler o livro”, explica a coordenadora Marisa Pietraseza Vadaher. “A cada semana fazemos a troca dos livros entre os alunos.”

Com informações da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

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