Menina estuda resistência de células do câncer e é premiada

Por: Redação |

Quando tinha 16 anos, a texana Shree Bose chamou a atenção da comunidade científica ao desenvolver um estudo sobre como as células do câncer se tornavam resistentes à quimioterapia. Aos 17, recebeu o prêmio principal do Google Science Fair pela pesquisa, em 2011.

Menina estuda resistência de células do câncer à quimioterapia e é premiada pelo Google

O Google Science Fair é um evento em que 15 finalistas mundiais de 13 a 18 anos criam seus projetos na sede da gigante da tecnologia, na Califórnia, para que juízes e o público em geral vejam.

A morte de seu avô, que tinha câncer, a levou a querer entender mais sobre a doença. Ela notou que, atualmente, o principal tratamento para o câncer de ovário é a quimioterapia, em que os pacientes são tratados com produtos químicos para erradicar as células cancerosas.

Menina estuda resistência de células do câncer à quimioterapia e é premiada pelo Google

Um dos medicamentos mais comuns utilizados na quimioterapia para o câncer de ovário é a cisplatina, à base de platina, que danifica o DNA e, embora afete as células comuns, tem um impacto maior nas células malignas. No entanto, as células do câncer desenvolvem frequentemente resistência à cisplatina, tornando o tratamento ineficaz e levando a uma recaída nos pacientes.

Bose focou, então, em determinar o mecanismo pelo qual as células cancerosas resistem à cisplatina –e obteve sucesso. Ela descobriu que a AMP (AMPK), uma enzima que mantém os níveis de energia celular, desempenha um papel no desenvolvimento de resistência à cisplatina.

“Através do teste de ambas as células de câncer de ovário, resistentes ou não, observou-se que a inibição de AMPK tem efeitos diferentes sobre a morte celular induzida pelo tratamento com cisplatina”, explicou a garota em seu projeto. Saiba mais sobre o estudo de Shree Bose aqui e aqui (em inglês).

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