Rede de hotéis cria programa que emprega refugiados

Programa da rede Blue Tree Hotels resgata a esperança de refugiados por meio da recolocação no mercado de trabalho

Por: Redação Comunicar erro

A rede Blue Tree Hotels lançou um programa para capacitar e contratar refugiados que desembarcaram no Brasil em busca de melhores condições de vida.

Além da recolocação profissional, que contempla plano de carreira, a inciativa –batizada de “Viver sem fronteiras, Construindo Juntos o Bem-Receber”,–,  oferece auxílio alfabetização, fundamental para o relacionamento e desenvolvimento das funções.

Crédito: Route55/iStockPrograma resgata a esperança de refugiados por meio da recolocação no mercado de trabalho

Em parceria com ONGs engajadas na causa, a primeira fase do projeto prevê a contratação de colaboradores para a área de governança, na função de arrumadeira/arrumador, em hotéis a serem definidos.

Para a segunda etapa, o objetivo do programa é promover capacitações e ampliar a experiência por todas as 22 unidades. Os refugiados capacitados estarão aptos para atuar na Blue Tree Hotels ou em outra rede hoteleira.

Para Chieko Aoki, presidente da rede Blue Tree Hotels, é preciso que haja uma conscientização coletiva de ajuda ao próximo. “Acreditamos que, para a construção de uma sociedade inclusiva e mais justa, é nosso dever contribuir para o desenvolvimento do Brasil e, para isso, geramos oportunidades para todas as pessoas, sem distinção de origens e crenças”.

Crédito: Divulgação Chieko Aoki, presidente da rede Blue Tree Hotels

Com amplo histórico em ações solidárias, o atual programa surge em meio ao trabalho que a rede Blue Tree Hotels já vem fazendo junto aos refugiados que se encontram no país.

Atualmente, um total de oito hotéis, localizados nos Estados do Amazonas (Blue Tree Premium Manaus), Santa Catarina (Blue Tree Towers Joinville) e São Paulo (Blue Tree Premium Alphaville, Blue Tree Towers Anália Franco, Blue Tree Premium Faria Lima, Blue Tree Premium Paulista e Blue Tree Towers Santo André), contam com a presença de nove colaboradores que abandonaram seus países. Os refugiados são de países como Cuba, Haiti e Venezuela.

Para receber os novos colegas, os funcionários da rede passaram por treinamentos específicos. “Esse programa tem apresentado histórias que nos enchem de orgulho, como no caso de uma colaboradora da unidade Morumbi, em São Paulo, que começou trabalhando na governança, e foi promovida para a recepção”, destaca a executiva.

Refugiados no Brasil

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o ano de 2018 foi o maior em número de solicitações de reconhecimento de condição de refugiado. Isso porque o fluxo venezuelano de deslocamento aumentou exponencialmente.

Atualmente, cerca de 11.231 pessoas são reconhecidas como refugiadas pelo Brasil. Os Estados com mais solicitações no ano passado foram Roraima (50.770), Amazonas (10.500) e São Paulo (9.977).

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