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Brasileira é finalista de prêmio internacional com aulas para surdos

Doani Bertan é uma das 50 indicadas ao Global Teacher Prize entre 12 mil participantes. O prêmio é de US$ 1 milhão para o vencedor

Por: Redação

ofessora em uma escola municipal de Campinas (SP), Doani Bertan é uma das 50 indicadas ao Global Teacher Prize, premiação que busca incentivar iniciativas educacionais de impacto em todo o mundo.

Doani concorre com o projeto Sala 8, um canal de vídeos que apresenta conteúdos de português e matemática para crianças em linguagem brasileira de sinais (Libras).

Crédito: DivulgaçãoGlobal Teacher PrizeA professora Doani Bertan é uma das 50 indicadas ao Global Teacher Prize, que oferece prêmio de US$ 1 milhão ao vencedor

“O projeto Sala 8 surgiu de uma necessidade de que eu tenho com os meus alunos em sala de aula. A gente tem uma problemática no nosso país que é a escassez de material bilíngue, que atenda ao público surdo também”, conta Doani.

A produção começou em 2017 para responder às dúvidas dos alunos para quem a professora leciona todas as manhãs na Escola Municipal Julio de Mesquita. As informações são da Agência Brasil.

A professora conta que tinha dificuldades em auxiliar todos os estudantes nas dúvidas com as lições de casa.

“Algumas atividades os pais não conseguiam ajudar, porque a forma como hoje a gente ensina é diferente de como os pais aprenderam”, contextualiza. Por isso, Doani muitas vezes fazia repetidas chamadas de vídeo pelo celular para conseguir dar conta das dúvidas dos alunos.

Assim, surgiu a ideia de fazer algo que fosse possível de compartilhar com toda a turma de uma vez.

Repercussão

O projeto ganhou uma projeção muito além das turmas com quem Doani se encontra presencialmente. Os vídeos acumulam centenas de milhares de visualizações e retornos de espectadores até de outros países.

Apesar de ter ganho outros públicos, a professora enfatiza que usa uma linguagem adaptada para crianças. “É um sinal mais devagar, para o público infantil”, ressalta.

Para conseguir dar conta do trabalho extra, Daoni tem apoio do marido, Robson, que ajuda com a edição dos vídeos. “Ele participa inteiramente, me ajuda muito com as edições. Porque é muito puxado”, diz.

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