Brasileiros obtêm conquista inédita em olimpíada de astronomia

Por: Redação

O Brasil conquistou pela primeira vez uma medalha de prata na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês). A delegação brasileira trouxe ainda duas medalhas de bronze e três menções honrosas. A competição ocorreu na cidade de Suceava, na Romênia, entre os dias 1º e 10 deste mês.

Divulgação
Daniel, Fábio, Larissa, Luís Fernando e Allan (da esq. para à dir.) foram premiados na 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

O segundo lugar foi conquistado na competição em equipe, que combina provas teóricas com observação e análise de dados. Neste ano, os estudantes tiveram que resolver um problema de dinâmica orbital. As competições individuais, que renderam as medalhas de bronze e menções honrosas, têm provas práticas e teóricas de astronomia e astrofísica.

Para garantir a prata, o grupo teve de calcular, em 90 minutos, a trajetória de dois mísseis que deveriam atingir um asteroide em rota de colisão com a Terra e “salvar” o planeta. Os participantes só puderam utilizar réguas, massa de modelar e barbante na resolução da questão.

Os líderes da equipe foram os astrônomos Gustavo Rojas, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), e Eugênio Reis, do Mast (Museu de Astronomia e Ciências Afins), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A medalha de ouro da prova por equipe ficou com o Canadá e a de bronze, com a Lituânia.

Nas provas individuais, os estudantes que conquistaram medalhas de bronze foram Allan dos Santos Costa, de Bauru (SP), e Daniel Mitsutani, da capital paulista. Daniel Charles Heringer Gomes, de Mogi das Cruzes (SP), Felipe Vieira Coimbra, de Teresina (PI), e Pedro Guimarães Martins, de Belo Horizonte (MG), ficaram com a menção honrosa.

A edição deste ano reuniu 208 estudantes de 39 países. Os participantes da delegação brasileira tiveram excelente pontuação na prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), passando por outros testes até a seleção final.

Via Agência Fapesp

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