Caminhoneiros descruzam os braços e doam sangue durante greve

Ação em grupo é considerada exemplar pelo movimento Sou Responsável, campanha sem partidos, candidatos ou ideologia apoiada pelo Catraca Livre e pelo Instituto SEB de Educação

Por: Redação

É certo que a greve dos caminhoneiros está prejudicando uma parcela imensa da população pelo país e, por isso, um grupo de trabalhadores resolveu fazer algo mais em vez de apenas cruzar os braços esperando que seus direitos sejam atendidos. Eles se dirigiram ao hemocentro do Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, para doar sangue no último sábado (26).

Caminhoneiros descruzam os braços no Rio Grande do Sul e doam sangue durante a greve

Essa história faz parte da série para o movimento Sou Responsável, cuja meta é estimular o protagonismo dos brasileiros. Em pleno ano eleitoral, o Catraca Livre e o Instituto SEB de Educação decidiram apoiar essa campanha para ajudar o brasileiro a também ser parte das soluções, e não do problema.

O gesto dos caminhoneiros teve o intuito de combater, mesmo da mínima forma possível, a queda no número de doadores de sangue que aconteceu com a greve. A quantidade de doadores no banco de sangue que foi atendido caiu em 75% desde a greve, de acordo com informações do site G1.

Caminhoneiros descruzam os braços no Rio Grande do Sul e doam sangue durante a greve

“No meio disso tudo, temos que fazer a nossa parte na questão social”, disse o motorista Jefferson Casagrande. “Se está faltando sangue, nós vamos ajudar.” Outro caminhoneiro, Luciano Jardim, também fez sua parte.  “A gente viu como está ruim a situação do banco de sangue e nos mobilizamos”, contou.

O hospital pede às pessoas que puderem ajudar que dirijam-se ao local para fazer a doação, pois os níveis de sangue em estoque são críticos. 

Ainda segundo o G1, o Hemocentro de Campinas, no interior de São Paulo, teve redução de 20% na coleta de sangue e faz alerta para que consiga manter os estoques. A redução é um reflexo do tempo frio, além da greve dos caminhoneiros.

Leia a reportagem completa no G1

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