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Arcos da Lapa, no centro do Rio

Guia Cultural do Centro Histórico do Rio de Janeiro, que a Editora Cidade Viva acaba de lançar em versões online e impressa, oferece um roteiro completo para quem quer conhecer o centro da cidade maravilhosa por todos os seus ângulos: da nova zona portuária à Rua Larga, passando pela Lapa e Cinelândia.

Tem para todos os gostos e bolsos. Centros culturais, galerias, casas de shows, catedrais e os restaurantes e bistrôs mais tradicionais da região estão indicados no guia, com dicas, relatos curiosos e informações úteis sobre cada atração. Animou? Então vamos lá:

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Museu oferece programação especial

A região passa por um processo de revitalização e ganha, a cada dia, novos atrativos culturais. Comece com uma visita ao Museu do Amanhã, aberto recentemente. De lá, passe no MAR, o Museu de Arte do Rio, que também fica na Praça Mauá. Se bater a fome, não tem aperto: logo adiante está um dos mais tradicionais restaurantes da região, o Sentaí, com seus famosos pastéis, empadas e bolinhos de bacalhau, acompanhados de um chopinho gelado ou deliciosos sucos de frutas.

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Chapelaria Porto é uma das mais antigas da cidade

Depois de saciar a fome do corpo, dá para voltar a alimentar a alma com a arte de Marcelo Frazão, no Villa Olívia Atelier, no inspirador Morro da Conceição. Descendo o morro e seguindo pela Avenida Marechal Floriano, conhecida no passado como Rua Larga, outra atração é a tradicional Chapelaria Porto. Antigo local de fabricação artesanal de chapéus datada de 1880, a loja acumula histórias curiosas: um de seus frequentadores assíduos era o deputado Tenório Cavalcanti, o temido Homem da Capa Preta, que costumava pousar sua metralhadora em cima do balcão enquanto experimentava chapéus de feltro. Além dele, passaram por ali Tom Jobim, Cartola, Moreira da Silva e o presidente Getúlio Vargas, e mais atualmente, Paulinho da Viola, Martinho da Vila e Monarco.

Para fechar o dia com muita cultura na bagagem, dê uma passada no Trapiche Gamboa, casa que oferece uma programação musical intensa, com rodas de samba, apresentações de jongo, chorinho e outros gêneros. O som é praticamente acústico, com os músicos posicionados informalmente ao redor de uma mesa central e o público chegando, exatamente como nos velhos tempos. As entradas custam até R$ 25.

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Antes de ser centro cultural, o prédio do CCBB abrigou a sede do Banco do Brasil

Para um segundo e animado dia de visita ao Rio Antigo e seus encantos, a boa pedida é começar as andanças com um café da manhã no tradicional Café Capital, fundado por portugueses há mais de 40 anos. A estrela da casa, claro, é o café; e as lembranças, como xícaras, cafeteiras, canecas térmicas e coadores de pano. O cardápio inclui também várias opções de sucos, vendidos em garrafinhas, doces, salgados, sanduíches e outras iguarias.

Saindo dali a dica é dar uma passada no “quarteirão da cultura”, que reúne o Centro Cultural dos Correios, o Centro Cultural do Banco do Brasil e a Casa França Brasil, e oferece uma gama de exposições e mostras de diferentes expressões artísticas.

Seguindo adiante está o Paço Imperial, na Praça XV, construção de 1743 que, serviu de residência e sede da capitania. Posteriormente, tornou-se o Paço dos Vice-Reis e, no período de 1808 a 1822, abrigou toda Família Real, ficando conhecido como Paço Real. Com a proclamação da Independência, em 1822, passou a ser intitulado Paço Imperial. Hoje, abriga quadros, esculturas e instalações artísticas dos mais variados gêneros, além de promover eventos gratuitos de música, cinema e teatro.

Hora do almoço! E a boa pedida é a popular Casa Paladino, com seu charmoso ambiente de botequim com ares de armazém antigo. As estrelas da casa são as saborosas omeletes e os fartos sanduíches, que valem por uma refeição. O mais pedido é o “triplo”, que vem com ovo, presunto e queijo, e que também pode ser recheado com outros tipos de frios da casa, ao gosto do freguês. Entre as dez opções de omeletes, a de bacalhau é a indicada. E tudo com um preço mais que honesto.

Tabacaria Africana

Créditos: Tabacaria Africana

Tabacaria mais antiga do Brasil, fundada em 1846

Depois da farra gastronômica, pode fazer uma visita à clássica Tabacaria Africana, fundada em 1846, e conhecer as histórias de seus ilustres visitantes, como o imperador D. Pedro II e, na época republicana, Getúlio Vargas, que ia semanalmente buscar seus charutos feitos especialmente na Bahia. Recentemente a Tabacaria foi nomeada pela prefeitura Patrimônio Cultural Carioca.

O fim de tarde pode ser aproveitado com uma experiência musical na recém reformada Sala Cecília Meireles, que oferece programações a partir de R$ 5.  E, já que os caminhos levaram às proximidades da badalada Lapa e seus bares e casas de shows, por que não terminar a noite ouvindo música nos botecos locais ou na Rua do Ouvidor, dançando um forró na Gafieira Estudantina ou curtindo um show de samba no Clube dos Democráticos?

Roteiro: dois dias de comida, diversão e arte no centro do Rio