Exame rápido pode indicar risco de demência no futuro

Resultado de estudo encontrou relação entre a doença e pulsações arteriais mais fortes

Por: Redação | Comunicar erro
cérebro
Crédito: koya79/istockPessoas com pulsação mais intensa são 50% mais propensas a ter um declínio cognitivo

Um estudo conduzido por cientistas da University College London (UCL) acredita que exame indolor que dura apenas 5 minutos é capaz de prever o risco de demência anos antes dos primeiros sintomas começarem a aparecer.

Usando a tecnologia de ultrassom, os pesquisadores analisaram os vasos sanguíneos nos pescoços de mais de 3.191 pacientes em 2002. Eles mediram a intensidade da pulsação arterial, bem como a memória dos participantes e as habilidades de resolução de problemas, durante os 15 anos seguintes.

O resultado do estudo encontrou relação entre a doença e pulsações arteriais mais fortes. Aqueles participantes com pulsos mais intensos eram 50% mais propensos a experimentar um maior declínio cognitivo e ter maior risco de demência na próxima década em comparação com o resto dos participantes.

Os pesquisadores explicam que um pulso mais intenso pode causar danos aos pequenos vasos do cérebro, alterações estruturais na rede de vasos sanguíneos do cérebro e pequenos sangramentos conhecidos como mini-derrames.

A esperança é que esse exame seja uma nova maneira de identificar riscos e desenvolver tratamentos mais precoces e intervenções no estilo de vida.

Hábitos que ajudam a evitar demência

No mundo todo, existem cerca de 47 milhões de pessoas com demência e há a projeção de que, até 2030, esse número chegue a 66 milhões.

A doença está ligada a fatores como idade e histórico familiar de demências. Esses não podem ser alterados ou prevenidos, mas – segundo evidências científicas – manter alguns hábitos saudáveis diminuem o risco da perda de funções cerebrais.

Um estudo realizado por pesquisadores de 7 países, que compõem a Comissão de Prevenção e Assistência à Demência Lancet, afirma que estilo de vida saudável poderia evitar cerca de um terço dos casos.  A lista de recomendações divulgadas no estudo inclui 9 fatores não farmacológicos: parar de fumar, controlar diabetes, tratar a hipertensão, evitar a obesidade, buscar tratamento para depressão, corrigir a perda auditiva, fazer exercícios físicos, ter vida social saudável, permanecer estudando e apostar em atividades de estímulo cognitivo.

Em todo o mundo, ao menos 44 milhões de pessoas vivem com demência, tornando a doença uma crise global de saúde que deve ser resolvida. Só no Brasil, são mais de 1 milhão de pessoas vivendo com alguma forma de demência. A doença de Alzheimer é a forma mais comum dela se manifestar.

O Alzheimer causa problemas na memória e dificuldades em lembrar informações recentemente aprendidas. Nos estágios iniciais, os sintomas de demência podem ser mínimos, mas pioram conforme a doença avança, causando mais danos ao cérebro.

Apesar de não haver atualmente tratamentos que impeçam o progresso da doença de Alzheimer, há medicamentos para tratar os sintomas de demência.

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