Intersecções entre o espaço urbano, performances e a ação político-artística nas Américas são tema da terceira edição do projeto “Intervenções Urbanas”.

Até 19 de janeiro, no Sesc Vila Mariana, Universidade de São Paulo e na SP Escola De Teatro, uma programação cultural diversificada reúne peças teatrais nacionais e internacionais, artes visuais (exposições), dança, palestras, mesas redondas, grupos de trabalho e debates acadêmicos com artistas, ativistas e estudantes de vários países das Américas.
Em sua terceira edição, o encontro traz atrações inéditas no país, sob o tema “Cidade/Corpo/Ação: a política das paixões nas Américas”.

A proposta é discutir a temática, partindo da observação das poéticas críticas da arte corporal, passando pela ocupação do espaço público por movimentos sociais, e, os motivos e formas pelos quais indivíduos, sociedade e seres políticos, mobilizam-se na busca por novos significados e formas de organização. Mais informações sobre programação, locais, datas e acesso: sescsp.org.br/hemisferico

Alejandro Chellet & HannahGardiner (MÉXICO/CANADÁ)

Ponto Social Temporal – Através de uma intervenção/ performance de rua, criaremos um experimento social abordando diferentes temas: amor, altruísmo, vida/apoio comunitário e informalidade como alternativas reais de organização social autônoma para esta era de mudança de paradigma, crise e apogeu petrolífero. Criaremos um espaço para explorar, escutar e aprender.

Das 15h às  19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Alicia Marván & Johannes Zits (MÉXICO/CANADÁ)

União Inatural – Considerando a natureza como espelho e a cidade como laboratório científico, esta performance investiga as origens da estética e a ecologia do corpo. Tons eróticos abrem perguntas sobre as liberdades do ser humano sobre a natureza e o corpo, criando um argumento sobre como essas liberdades são moldadas por convenções estéticas e sociopolíticas.

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Alvaro Villalobos (COLÔMBIA/MÉXICO)

Exploração – Exercício de investigação sobre a tipologia do lugar e a interação com os habitantes, através de perguntas para a compreensão dos arredores. O que é o mais importante aqui? O que é significativo, ainda que não seja evidente? Como se idealiza esse lugar? O que precisa mudar e como? As informações coletadas serão depositadas em uma urna, como um devaneio coletivo a ser enterrado em praça pública. O ato de guardar, o oposto de exibir.

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Anadel Lynton (MÉXICO)

Viver e morrer – As perguntas desta ação estão relacionadas com a responsabilidade e a morte ou contaminação de árvores, água, ar, terra etc. As perguntas estão escritas em pequenas tiras de papel. As pessoas podem pegar uma ou várias, ou não, podem lê-las ou não, devolvê-las ao
cesto ou não, podem associá-las com uma mulher velha e estranha que está tentando equilibrar ramos, quem sabe por quê, ou não.

Das 15h às 19h, na  Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Carla Melo (EUA)

Alegria e Elegia: A Unidos da Praça Roosevelt pede passagem – Pedindo passagem para gozar e agonizar, somos Unidos da Praça Roosevelt e viemos suas estórias contar. Com nossa presença queremos dar vida às memórias enterradas no concreto, nas camadas tectônicas do tempo urbano; com nosso butô-samba, queremos incorporar os espíritos daqueles enterrados pelas “revitalizações,” sonhar elegias, e prestar homenagem àqueles que as políticas públicas têm tentado excluir.

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Colectivo Extremovacio (MÉXICO)

Rebelião das cadeiras – Rebelião das cadeiras é um operativo cênico formado por ações em torno de uma cadeira, executadas por uma sociedade de homens encapuzados; metáfora dos muros onde se manifesta a reivindicação dos indivíduos de que sua voz seja escutada, frente aos imaginários da violência e a perda da identidade como nação.

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Coletivo de Performance Heróis do Cotidiano (BRASIL)

Soltando preocupações – Habitantes de comunidades carentes, de minorias sem voz, quilombos, prisões, centros de desabrigados ou hospitais, compartilham suas preocupações com os Heróis. Estas são em seguida amarradas em balões de hélio e enviadas para o espaço coletivamente.

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Coletivo Teatro de Operações (BRASIL)

A Cena é Pública A privatização da cena pública; o teatro da democracia representativa; a descaracterização da cidadania pela associação da mesma ao consumo, ao dinheiro e à posse de mercadorias; a transferência, por parte dos consumidores, de seu poder político. Uma cena que, ao discutir o próprio teatro e suas estruturas, se constitui na busca por um distanciamento dos grandes protagonistas e dos grandes palcos políticos, um gesto em direção às micro potências desviantes.

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Diana/ Daf/ Collazos (PERU)

Ninguém me tira o que dancei – Serão instaladas imagens em “estilo publicitário” em diferentes pontos das vias públicas. Nelas se observará a autora travestida com roupas masculinas de diferentes danças de culturas originárias do seu país, buscando questionar e gerar diálogo em torno da identidade de gênero, dos termos “machismo” e “feminismo”, apostando na ideia de um corpo de multiplicidade sexual, de equilibrio entre suas opções múltiplas e livre de preconceitos sociais.

18 de janeiro, sexta-feira
Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Hector Canonge (EUA)

SUD.AKA - Intervenção pública e performance – Intervenção pública nas ruas e praças no perímetro do local principal do Encuentro em São Paulo. Esta performance evoca as desconexões e alienações dos migrantes nos grandes centros urbanos. Canonge perambulará pelas ruas de São Paulo pedindo às pessoas que contem para ele um pouco sobre a história do seu lugar de origem.

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Micha Cárdenas (EUA)

Já sabemos e ainda não sabemos – Os participantes da oficina de Autonets vão desenvolver uma performance a partir das preocupações e desejos do grupo para ser executada em um espaço público. Em versões anteriores, essas performances abordaram temas de resistência e proteção, resistência à violência estrutural e do estado, proteção contra a violência usando métodos de trabalho comunitários.

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Patricia Faolli & Raquel Mavecq(BRASIL)

Acampamento Urbano – O Projeto de Acampamento Urbano é uma serie de experimentos. É uma proposta experiencial ativa entre os corpos urbanos e sua troca com a cidade – incorporar o ambiente urbano como organismo explorando o corpo da cidade, o corpo e a cidade, a cidade como corpo. Queremos provocar as cidades internas.

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Rendija Nómada (MÉXICO)

Kí – O agave fourcroydes, chamado Kí pelos nativos mayas de Yucatán, permitiu, durante o século XIX e princípio do XX, uma enorme acumulação de riqueza dos proprietários de terra yucatecos à custa da escravidão do povo maia.
DATA: 18 de janeiro, sexta-feira

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt e outras ruas da cidade

Virginia Corda & Maria Paula Doberti (ARGENTINA)

Grafites para cegos 

Este projeto se move entre o público e o privado, confluindo entre a intervenção urbana e a instalação de caráter sociopolítico, enfocando uma problemática específica: a cegueira e sua relação com a dinâmica simbólica e linguística urbana. É uma reflexão sobre a importância de se colocar no lugar do outro para compreender outras maneiras de transitar, decodificar e vivenciar a cidade compartilhada.

Das 15h às 19h, na Praça Roosevelt

Intervenções Urbanas

18 Jan

  • Sex 18/01 das 15:00 às 19:00

Praça Roosevelt
Praça Franklin Roosevelt, s/n° Consolação - Centro São Paulo - SP
Estação República (Metrô - Linha 3 Vermelha e Linha 4 Amarela)
Catraca Livre
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