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O Som ao Redor” ficou em 9º lugar na lista dos melhores filmes de 2012 escolhidos pelo crítico do jornal “The New York Times”, A.O. Scott.

Filmes brasileiros aclamados pela crítica, exibidos em festivais internacionais e também inéditos em circuito comercial compõem a mostra Cinema Brasileiro Contemporâneo, que a Cinemateca Brasileira promove entre 17 e 26 de janeiro.

Com entrada Catraca Livre, o público pode conferir longas, curtas-metragens e documentários de destaque na produção brasileira das últimas décadas. Entre o destaques da programação estão “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho; “Doméstica”, de Gabriel Mascaro, e o inédito “O Sol Nos Meus Olhos”, de Flora Dias e Juruna Mallon.

Algumas sessões da mostra contam com a participação dos diretores em bate-papos com o público após a exibição dos filmes. Veja a programação completa logo abaixo. Mais informações estão disponíveis no site da Cinemateca.

Às 18h

Monumento (Dir.: Gregório Graziosi, São Paulo, 2012, digital, pb, 10', livre)

Documentário sobre a escultura paulistana Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret. Um registro dos detalhes, identificando personagens e destacando as possíveis relações entre eles.

A Cidade é Uma Só (Dir.: Adriley Queirós, Brasília, 2013, digital, cor, 73’, Documentário, 10 anos)

Reflexão sobre os 50 anos de Brasília, tendo como foco a discussão sobre o processo permanente de exclusão territorial e social que uma parcela considerável da população do Distrito Federal e do Entorno sofre, e de como essas pessoas restabelecem a ordem social através do cotidiano.

Às 20h

Esse Amor Que Nos Consome (Dir.: Allan Ribeiro, Rio de Janeiro, 2013, digital, cor, 80’, Ficção, 12 anos)

Esse Amor que nos Consome é um filme híbrido, que mistura as linguagens de ficção e documentário. O elenco é formado por integrantes da Companhia Rubens Barbot, o mais antigo grupo afro-brasileiro de dança contemporânea.

Às 17h30

O Som ao Redor (Dir.: Kleber Mendonça Filho, Recife, 2013, 35mm, cor, 131’, Ficção | Exibição em dcp, 16 anos)

A vida numa rua de classe-média na zona sul do Recife toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece a paz de espírito da segurança particular. A presença desses homens traz tranquilidade para alguns, e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa.

Às 20h

Girimunho (Dir.: Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina, Minas Gerais, 2011, digital, cor, 90’, Ficção, 14 anos)

No sertão mineiro, onde o tempo parece andar ao ritmo do rio, duas senhoras acompanham o girar do redemoinho. Bastú acaba de perder o marido Feliciano e sem choro busca abrigo nos sinais do dia a dia e em suas lembranças. Mas é na liberdade dos sonhos e nas novidades trazidas pelos netos que ela faz sua própria transformação. Maria carrega em seu tambor a alegria e força de seu povo. Seu batuque ecoa os sons de outros lugares e marca a presença daquilo que não pode morrer. Neste universo onde a tradição é surpreeendida pela novidade e a realidade pela invenção, pequenos movimentos podem fantasiar o correr da vida.

Às 17h

O Duplo (Dir.: Juliana Rojas, São Paulo, 2012, 35mm, cor, 25', 14 anos)

Silvia é uma jovem professora. Certo dia, sua aula é interrompida quando os alunos veem seu duplo pela janela. Ela tenta ignorar a aparição, mas o evento perturbador passa a impregnar seu cotidiano e alterar sua personalidade. Vencedor do Prêmio Nikon no Festival de Cannes.

As Hiper Mulheres (Dir.: Carlos Fausto, Leonardo Sette, Takumã Kuikuro, Mato Grosso, 2012, digital, cor, 80’, Documentário, 10 anos)

Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar uma última vez.

Às 19h

Cajamar (Dir.: Bruno Risas, São Paulo, 2013, digital, cor, 13', 12 anos)

Uma moça que trabalha, come pastel, dança, se perde e se reencontra; como a história de Cajamar, cidade que foi engolida por um buraco.

O Sol nos Meus Olhos (seguido de bate-papo com a diretora Flora Dias) (Dir.: Flora Dias e Juruna Mallon
Rio de Janeiro, 2013, digital, cor, 68', Ficção, 16 anos)

Um homem chega em casa do trabalho e encontra sua mulher morta. Em um surto silencioso toma o corpo dela e parte em uma viagem.

Às 18h

Desassossego (Filme das Maravilhas) (Dir.: Karim Ainouz, Felipe Bragança, Marina Meliande, Ivo Lopes Araujo, Carolina Durao, Andrea Capella,Gustavo Bragança, Marco Dutra, Juliana Rojas, Helvécio Marins, Clarissa Campolina, Raphael Mesquita, Leonardo Levis, Caetano Gotardo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, 2011, 35mm, cor, 63', Ficção, 14 anos)

A partir de uma carta escrita inspirada em um bilhete encontrado em um armário abandonado por uma menina de 16 anos, 14 cineastas dirigiram 10 fragmentos de filmes, que foram costurados como uma carta-filme de 63 minutos, falando de amor, utopia, explosões e apocalipse.

Às 20h

Os Residentes (Dir.: Tiago Mata Machado, Minas Gerais, 2010, 35mm, 120', Ficção)

Instalados em uma nova zona autônoma temporária, os residentes passam os seus dias entre pequenos complôs lunáticos, farsas quixotescas e delírios rimbaudianos. Órfãos de um século que quis moldar o homem novo e não fez senão destruir o antigo, os residentes resistem em seu auto exílio, às margens de um mundo perdido para a poesia. Decretada a Igualdade dos Amigos, o grupo se lança em uma última experiência do excesso, uma operação de choque teórica urdida entre quatro paredes. Política do avestruz ou farsa pura e simples, eles parecem viver até o fim o luto da tão solenemente anunciada morte das vanguardas. Premiado no Festival de Brasília e Mostra de Tiradentes.

Às 18h

Pacific (Dir.: Marcelo Pedroso, Pernambuco, 2009, Digital, cor, 72', Documentário, 14 anos)

Uma viagem de sonho em um cruzeiro rumo a Fernando de Noronha. As lentes dos passageiros captam tudo a todo instante. E eles se divertem, brincam, vão a noitadas. Desfrutam de seu ideal de conforto e bem-estar. E, a cada dia, aproximam-se mais do tão sonhado paraíso tropical.

Às 20h

Doméstica (Dir.: Gabriel Mascaro, São Paulo, 2013, digital, cor, 65’, Documentário, 10 anos)

Documentário sobre o choque da intimidade, as relações de poder e a performance do cotidiano, o filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar e se transforma num potente ensaio sobre afeto e trabalho.

Às 18h

Trabalhar Cansa (Dir.: Juliana Rojas e Marco Dutra, São Paulo, 2011, 35mm, cor, 99', Ficção, 12 anos)

Dona de casa empreendedora decide abrir um mercadinho e contrata uma empregada que trate das coisas da casa, para que ela possa trabalhar. Tudo corre bem até o momento em que seu marido perde o emprego. A partir daí, fatos misteriosos começam a atormentar o cotidiano da família. Exibido na seção “Um certo olhar” do Festival de Cannes de 2011.

Às 20h

Eva Nil Cem Anos Sem Limites (Dir.: João Marcos de Almeida, São Paulo, 2009, digital, cor, 13', livre)

Elenco: Daiane Martins, Eduardo Gomes, Gilda Nomacce, Caetano Gotardo, Carlos Roberto de Souza
Ensaio videográfico em homenagem ao centenário de Eva Nil, a primeira estrela do cinema brasileiro.

O Que se Move (Dir.: Caetano Gotardo, São Paulo, 2012, 35mm, cor, 97', Ficção, 14 anos)

Três famílias distintas estão tendo que lidar com a chegada - ou perda - de um filho, fato que causa uma mudança muito significante em suas rotinas. Cada núcleo irá lidar com as dores e alegrias à sua própria maneira, mas o amor sempre irá falar mais alto através da figura da mãe, mesmo que isso se expresse nas pequenas coisas do dia-a-dia.

Às 17h

Estrada Para Yhaca (Dir.: Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes, Ricardo Pretti, Ceará, 2010, Digital, 70', Ficção, 12 anos)

"Mantenha sempre Ythaca em sua mente.Chegar lá é sua meta final. Mas não tenha pressa na viagem. Melhor que dure vários anos; E ancore na ilha quando você estiver velho,com todas as riquezas que você tiver adquirido no caminho,sem esperar que Ythaca irá enriquecê-lo.Ythaca terá lhe dado a linda viagem.Sem ela você nunca teria partido,E ela não poderia dar-lhe mais…Tão sábio que serás, com todo conhecimento,terás entendido o que significa Ythaca." [Konstantínos Kaváfis]. Premiado na Mostra de Tiradentes e no Cine Ceará.

Às 19h

A Fuga da Mulher Gorila (Dir.: Felipe Bragança e Marina Meliande, Rio de Janeiro, 2009, Digital, cor, 82', Ficção, 12 anos)

Duas irmãs pegam a estrada de kombi, recolhem ator que deseja conhecer o Rio de Janeiro, organizam show mambembe no qual se transformam em gorila e ameaçam a plateia – o oceano, símbolo do infinito, motiva-as a se lançarem na busca, a desbravarem o caminho, mesmo que ele seja inalcançável. O filme de Felipe Bragança e Marina Meliande pulsa sobre o tênue limite entre a aventura e a melancolia, em virtude da impossibilidade de se concluir a jornada. Melhor filme do júri na 12ª Mostra de Tiradentes.

Mostra Cinema Brasileiro Contemporâneo

17 Jan
a
26 Jan

  • diariamente de 17 (Sex) a 19/01 (Dom)
    • às 17:00
  • diariamente de 24 (Sex) a 26/01 (Dom)
    • às 17:00

Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207 Vila Clementino - Sul São Paulo - SP (11) 3512-6111
Catraca Livre