A partir do dia 20 de setembro, o Instituto Moreira Salles (IMS) inaugura sua nova sede na Avenida Paulista com uma exposição do fotógrafo Robert Frank. Focada na série "Os Americanos", a mostra tem entrada Catraca Livre e fica aberta para visitação até 30 de dezembro de terça a domingo, das 10h às 20h; quinta, das 10h às 22h; e aos feriados (exceto segunda), das 10h às 20h.

Verdadeiro clássico da fotografia do século 20, "Os Americanos" será exibido pela primeira vez em sua totalidade no Brasil. Definida pelo escritor Jack Kerouac como um "poema triste dos Estados Unidos” dos anos 1950, a coleção, com 83 fotografias em cópias da década de 1980, pertence à coleção da Maison Européenne de la Photographie, de Paris, e é uma das poucas séries completas da obra de Frank.

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Crédito da imagem: Robert Frank | Divulgação

"Os Americanos", de Robert Frank, foi definida pelo escritor Jack Kerouac como um "poema triste dos Estados Unidos” dos anos 1950

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"Os Americanos", de Robert Frank, foi definida pelo escritor Jack Kerouac como um "poema triste dos Estados Unidos” dos anos 1950

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    "Os Americanos", de Robert Frank, foi definida pelo escritor Jack Kerouac como um "poema triste dos Estados Unidos” dos anos 1950

A exposição apresenta também o projeto "Os livros e os filmes", desenvolvido por Robert Frank em parceria com o renomado editor e impressor Gerhard Steidl.

Pensada como uma retrospectiva dos 70 anos da carreira do artista, a exposição no IMS Paulista também conta com algumas poucas fotos registradas por Frank em 1948, numa rápida passagem por Manaus. “É uma retrospectiva que, usando uma expressão de Frank, dá as costas ao mercado e às instituições que dão as cartas no mundo da arte", define Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS, em entrevista ao Estadão.

Um marco para a fotografia do século 20

"Os Americanos" é o resultado da jornada de Frank pelos Estados Unidos, em que percorreu quase todos os estados. Fruto de uma bolsa da Guggenheim Fellowship, a viagem de Frank em um velho carro usado durou cerca de nove meses, entre 1955 e 1957, e originou mais de 28 mil fotografias, que se tornaram verdadeiros retratos de uma América multifacetada.

No projeto, concebido e construído em intensa interação com o fotógrafo Walker Evans, seu amigo e mentor, o registro dos personagens do país em recortes sociais, econômicos, culturais e políticos distintos revelam a plena maturidade artística de Frank, desenvolvendo uma síntese de suas inquietações em relação à fotografia e aos limites dela como linguagem.

Apesar de ter construído uma representação do país e de seus habitantes na década de 1950, de forte caráter autoral, o projeto teve lenta aceitação nos EUA. Mas, por romper definitivamente com o predomínio da técnica sobre a intuição e a expressão pessoal, aos poucos se tornou um marco divisor da fotografia no século XX.

A obra de Frank privilegia experimentação e busca, numa poética própria de engajamento com seus temas, embate profundo com seus próprios sentimentos e permanente questionamento da realidade que o cerca. Com "Os americanos", Frank inaugurou a fotografia de rua (street photography) e de estrada, livre de retórica e narrativas estruturadas. Uma ode poética que se tornou modelo e referência para artistas posteriores


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"Os americanos", de Robert Frank

20 Set
a
30 Dez

De 20/09 a 30/12:   Terças,  Quartas,  Sextas,  Sábados e  Domingos das 10:00 às 20:00 Quintas das 10:00 às 22:00

Instituto Moreira Salles (IMS Paulista)
Avenida Paulista, 2424 - Bela Vista - Centro São Paulo - SP (11) 2842-9120
Estação Consolação (Metrô - Linha 2 Verde)
Catraca Livre