Inspirado nos relatórios da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que investiga as atrocidades cometidas na Ditadura Militar, O Corpo Que o Rio Levou promete dar uma resposta ao novo avanço do fascismo no Brasil. A peça do Laboratório de Técnica Dramática (LABTD) estreia no Centro Cultural São Paulo (CCSP), no dia 4 de março, e segue em cartaz até 9 de abril. As sessões ocorrem às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h. Os ingressos custam  até R$20.

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Crédito da imagem: Renato Mangolin | divulgação

"O Corpo Que o Rio Levou" cria uma reflexão sobre o novo avanço do conservadorismo no Brasil

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"O Corpo Que o Rio Levou" cria uma reflexão sobre o novo avanço do conservadorismo no Brasil

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Com direção de Diego Moschkovich e texto de Ave Terrena, a montagem, que se passa no Brasil em 2020, conta a história de uma atriz em início de carreira que vive alheia aos conflitos sociais de seu tempo. A única preocupação de Elza é passar no teste de elenco da peça “Ofélica Latina”, uma montagem internacional de “Hamlet”, de William Shakespeare, dirigida por um encenador norte-americano.

A protagonista é casada com Abelardo, o tesoureiro da Caixa Econômica, que é chamado repentinamente a prestar depoimento em uma delegacia, onde é torturado e assassinado. Sem entender o que pode ter acontecido, Elza continua a ensaiar até que um órgão público proíbe a realização do espetáculo.

Assustada com as consequências da violência política de seu tempo, ela volta à sua cidade natal, no interior. Entre os episódios da vida de Elza, a peça mostra cenas de tortura institucionalizada inspiradas nos relatos da CNV e nos manuais militares dos anos de 1960 e 1970.

Essas diferentes formas de tortura são narradas por uma espécie de locutor de rádio, como se fossem os lances de uma partida de futebol da Copa do Mundo de 1970.

A encenação é inspirada na ideia de dramaturgia muralista, proposta por Oswald de Andrade a partir do trabalho dos pintores mexicanos José Orosco e Diego Rivera. A ideia é criar uma espécie de mosaico transversal de cenas. Outra referência é a linguagem do cinema.

O elenco conta com a participação de Diego Chilio, Fredy Állan, Maria Emilia Faganello, Sofia Botelho e Sophia Castellano.

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A SP Escola de Teatro é um equipamento cultural da Secretaria do Estado da Cultura e tem por atribuições a formação profissional na arte teatral.

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O Corpo Que o Rio Levou

04 Mar
a
09 Abr

De 04/03 a 09/04:  Domingos às 20:00  Sextas e  Sábados às 21:00

CCSP - Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 Liberdade - Oeste São Paulo - SP (11) 3397-4002
Estação Vergueiro (Metrô - Linha 1 Azul)
R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)
Classificação: 14 anos | Duração: 120 minutos | No dia 10 de março, a peça tem ingressos promocionais vendidos por R$ 3| No dia 1º de abril, às 17 horas, há um bate-papo com convidados.