Confira destinos nacionais que os brasileiros ainda não conhecem

Muito além dos folhetos turísticos, existe um país que se esconde (e se revela, ao mesmo tempo) em endereços que poucos brasileiros visitaram

Por: Viagem em Pauta

Praias de tons exagerados, destinos badalados pé na areia, cataratas de dimensões únicas e até a maior floresta tropical do planeta. O Brasil turístico todo mundo já conhece de cor, mesmo sem ter colocado os pés em destinos como o Nordeste, Foz do Iguaçu ou a Amazônia.

Crédito: Eduardo Vessoni/Viagem em PautaAmanhecer nas Dunas do Rosado, em Porto do Mangue, no Rio Grande do Norte

Muito além dos folhetos turísticos, existe um país que se esconde (e se revela, ao mesmo tempo) em endereços que poucos brasileiros visitaram.

E, em tempo de crise e câmbio desfavorável, essa é a melhor hora para viajar por cânions profundos, em águas exibidas ou até em terras que inspirariam a criação do personagem Indiana Jones.

Cambará do Sul (Rio Grande do Sul)

A 180 km de Porto Alegre, na região de Aparados da Serra, é um dos destinos gaúchos mais impressionantes, cujo título ‘Terra dos Cânions’ vem das mais de 60 formações do gênero. no limite com Santa Catarina.

As principais atrações se localizam em duas grandes áreas preservadas do destino, os parques nacionais Aparados da Serra e o da Serra Geral, onde estão, respectivamente, os cânions Itaimbezinho e Fortaleza.

Ambas formações podem ser vistas por trilhas fáceis que bordeiam paredões de até 900 metros de altura ou, para os mais intrépidos, trilhas que seguem pelo interior dos cânions, com passagens por rios e florestas fechadas (essas opções apenas com guias cadastrados).

Crédito: Eduardo Vessoni/Viagem em PautaCânion Itaimbezinho, no Rio Grande do Sul

Como chegar

A menos de 200 km da capital gaúcha, Cambará do Sul é melhor explorada por quem está com carro próprio. Por isso, vale a pena investir no aluguel de um automóvel no aeroporto. Para quem não quer dirigir, agências locais oferecem serviços de guia e transfers nos parques da região.

Serra do Roncador (Mato Grosso)

Essa área de transição entre a Amazônia e o Cerrado, uma cadeia montanhosa que se estende até o Pará, é conhecida pela aventura que Percy Harrison Fawcett protagonizou nos anos 20, em busca de um portal que daria acesso a uma suposta cidade perdida. Desaparecido desde então, esse coronel britânico ficou conhecido como o verdadeiro Indiana Jones, inspirando a criação do famoso personagem dos filmes de Steven Spielberg.

Crédito: Eduardo Vessoni/Viagem em PautaCachoeira da Serra do Roncador

Atualmente, esse destino de turismo de aventura é conhecido por atrativos como trilhas de baixa dificuldade, sítios arqueológicos, piscinas naturais aos pés de cachoeiras, e mirantes e formações rochosas do Vale dos Sonhos.

Destino de esotéricos e viajantes aventureiros, a Serra do Roncador, cujo nome seria uma referência o som do vento que rasga fendas nas rochas, já foi chamada de Portal para Atlântida e acesso para a Terra Oca, uma espécie de cidade intraterrena.

Como chegar

No limite com Goiás, a cerca de 385 km de Goiânia, Barra do Garças é a cidade mais próxima para quem visita o destino.

Chapada das Mesas (Maranhão)

Muito mais do que patrimônio histórico e lagoas rodeadas por lagoas, o Maranhão surpreende em terras distantes, no sudoeste do estado.

Crédito: Eduardo Vessoni/Viagem em PautaEncanto Azul, um dos poços de águas cristalinas de Riachão, município da Chapada das Mesas, Maranhão

É ali que fica a Chapada das Mesas, uma sequência de platôs em forma de mesa que escondem cachoeiras, cânions e formações rochosas milenares, em dez municípios, entre eles Carolina e Riachão.

O atrativo mais conhecido é o parque nacional que leva o nome do destino, uma área de cerca de 160 mil hectares, considerada um dos setores de preservação mais novos do Brasil e endereço das potentes cachoeiras do Prata e de São Romão.

Mas tem também passeios no rio Tocantins, mirantes naturais com vista para o Morro do Chapéu, trilhas molhadas em meio a cânions, e piscinas naturais de águas, exageradamente, azuladas, como o Encanto Azul.

Como chegar

A 850 km da capital São Luís, o destino tem o município de Carolina como principal porta de entrada, cujo aeroporto mais próximo é em Imperatriz, a 220 km dali.

Dunas do Rosado (Rio Grande do Norte)

No extremo norte do Rio Grande do Norte, a 250 km da capital Natal, as Dunas do Rosado são uma sequência de montanhas coloridas, formadas pelos sedimentos de falésias vizinhas, trazidos pelos ventos constantes.

Crédito: Eduardo Vessoni/Viagem em PautaAmanhecer nas Dunas do Rosado, em Porto do Mangue, no Rio Grande do Norte

Com 10 km² de extensão, esse parque é considerado o maior conjunto de dunas do estado e pode ser combinado com roteiros litorâneos, em Ponta do Mel, vilarejo do município de Areia Branca.

As dunas fazem parte do Polo Costa Branca, maior produtor de sal do Brasil, e podem ser combinadas com Galinhos, península arenosa, a 170 km de Natal, aproximadamente.

Como chegar

Entre o mar e o sertão, a região tem acesso pelas BR-101 até Igapó; e pela BR-406, em direção a Macau, de onde se toma a RN-118 até a RN-404. Destinos próximos como o município de Porto do Mangue e o vilarejo de Ponta do Mel, em Areia Branca, servem de base para quem visita o Rosado.

Abrolhos (Bahia)

Os visitantes mais ilustres vêm de longe para conhecer o primeiro parque nacional marinho brasileiro.

De julho a novembro, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, a 70 quilômetros de Caravelas, no extremo sul da Bahia, é endereço certo de baleias jubarte que migram da Antártica para reprodução e criação de filhotes.

Crédito: Eduardo Vessoni/Viagem em PautaFinal de tarde na Ilha Santa Bárbara, em Abrolhos

Formado por cinco ilhas, esse arquipélago tem umas das maiores biodiversidades do Brasil e espécies únicas no mundo, como o coral-cérebro da Bahia e os chapeirões, impressionantes colunas de corais que emergem do fundo do mar, em forma de cogumelos gigantes.

Abrolhos não é turismo para quem procura aventura terrestre, exceto na ilha Siriba, onde monitores do ICMBIO conduzem visitantes por uma trilha curta para observação de grazinas e atobás-brancos. O melhor do destino fica no mar, onde dá para fazer snorkel, ver naufrágios e mergulhar com cilindro, em saídas que podem ser um bate e volta, a partir de Caravelas ou Prado, ou de até três dias, em liveaboards com cabines, refeições e atividades de mergulho.

Como chegar

A 250 km de Porto Seguro, o município mais próximo de Abrolhos é Caravelas, de onde saem as embarcações com destino ao arquipélago. A viagem dura de 3 a 4 horas, de acordo com as condições do mar.

Por: Viagem em Pauta

O Viagem em Pauta é o projeto pessoal do jornalista Eduardo Vessoni, profissional que atua com turismo desde 2008 e já colocou os pés em todos os continentes.

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