Os perigos do movimento antivacina

O político italiano e ativista antivacina, Massimiliano Fedriga, foi internado para se tratar de uma catapora. Seria engraçado, senão fosse tão trágica essa notícia. Afinal, Fedriga contraiu a doença cuja vacina ele era contra.

Depois do episódio, o político italiano até mudou seu discurso em entrevista ao jornal italiano La Repubblica. “Eu sempre disse que sou a favor das vacinas, mas, para obter resultados, você tem que entrar em acordo com as famílias, não se impor”, disse.

A questão é que este caso acende a discussão por trás dos perigos do movimento antivacina. Pra se ter uma ideia de como este assunto é importante, a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu o movimento antivacinação em seu relatório sobre os dez maiores riscos à saúde global em 2019. Numa lista em que figuram vírus mortais como os do ebola, HIV, dengue e influenza.

De acordo com a OMS, o movimento foi colocado na lista porque “ameaça reverter o progresso feito no combate às doenças evitáveis por meio de vacinação”.

No Brasil, esse movimento também tem causado preocupação. Segundo dados do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos a meta de ter 95% da população-alvo vacinada não foi alcançada. Vacinas importantes como a Tetra Viral, que previne o sarampo, caxumba, rubéola e varicela, teve o menor índice de cobertura: 70,69% em 2017.

FAKE NEWS

Se a vacinação é uma das melhores ferramentas pra se prevenir doenças e salvar vidas, porque ela tem sido de maneira tão negativa pela população? A raiz desse problema estão em diversos mitos que circulam pelas redes sociais e a internet de que a vacinação é prejudicial para a saúde da população.

Entre os mitos mais frequentes utilizados pelo movimento antivacina para divulgação de fake news estão: vacinas podem causar autismo; o sistema imunológico das crianças não suporta tantas vacinas; muitas doenças já estavam desaparecendo quando as vacinas surgiram; a maioria das pessoas que adoece foi vacinada; entre outros mitos.

A disseminação de fake news sobre vacinação em redes sociais tem se tornado um tema de extrema preocupação levando inclusive o Facebook a divulgar uma série de medidas para evitar que este tipo de conteúdo seja compartilhado em sua plataforma.  Entre as principais medidas divulgadas no comunicado assinado por Monika Bickert, vice-presidente global de Políticas de Conteúdo da empresa estão:

  • Reduzir o destaque dos grupos e páginas que espalham desinformação sobre vacinas no feed de notícias e na ferramenta de busca. Esses grupos e páginas não serão incluídos nas recomendações da rede social.
  • Não mostrar ou recomendar conteúdo com boatos sobre vacinas no Instagram Explore ou em páginas de hashtags.
  • Explorar formas de compartilhar informações educativas sobre vacinas quando as pessoas encontrarem desinformação sobre o tema.

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