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Museu das Culturas Indígenas garante representatividade e muita informação

Instituição tem como base a participação e o protagonismo dos diversos povos originários na gestão e na curadoria

A cidade de São Paulo ganhou mais um centro cultural para chamar de seu. É o Museu das Culturas Indígenas, que funciona ao lado do Parque da Água Branca, na zona oeste, e tem como princípio estimular o protagonismo dos povos originários, que participam ativamente da gestão e da curadoria do espaço.

Museu das Culturas Indígenas garante o protagonismo dos povos originários
Créditos: Divulgação/ Museu das Culturas Indígenas
Museu das Culturas Indígenas garante o protagonismo dos povos originários

Inclusive, o local recebeu o nome Guarani de “Tava”, que significa “casa de transformação”. Saiba mais nesse vídeo:

A instituição funciona no Complexo Baby Barione, um prédio de sete andares com 1.400m² de área total. E todo esse espaço abriga centros de pesquisa, auditório, local para exposições de longa duração, setor administrativo e reserva técnica.

Para visitar o Museu das Culturas Indígenas, é necessário reservar um horário por meio deste link aqui. De terça, quarta, sexta, sábado e domingo, o centro cultural funciona das 9h às 18h, e, às quintas, das 9h às 20h.

O Museu das Culturas Indígenas fica perto da estação Barra Funda, do Metrô e da CPTM
Créditos: Divulgação/ Museu das Culturas Indígenas
O Museu das Culturas Indígenas fica perto da estação Barra Funda, do Metrô e da CPTM

O passeio dura, em média, 60 minutos e a entrada custa R$15 (inteira), R$7,50 (meia-entrada) e é gratuita às quintas. Indígenas não pagam para entrar.

A curadoria dos artistas e obras é assinada por Tamikuã Txihi, Denilson Baniwa e Sandra Benites. Nesse primeiro momento, estão em cartaz as mostras temporárias “Invasão Colonial Yvy Opata – A terra vai acabar”, de Xadalu Tupã Jekupé, “Ygapó: Terra Firme”, de Denilson Baniwa, e a coletiva “Ocupação Decoloniza – SP Terra Indígena”.

  • Exposições do Museu das Culturas Indígenas

Ao chegar no espaço, o público é imediatamente impactado pelos murais da “Ocupação Decoloniza – SP Terra Indígena”. As empenas e os muros da área externa estão repletos de arte, das mais diversas linguagens.

A proposta é valorizar os grafismos Guarani e desconstruir as narrativas equivocadas sobre as culturas dos povos indígenas. Há também painéis com onças, inclusive um com uma onça-mãe, mostrando a importância do papel feminino na defesa da vida.

Área externa do museu chama a atenção do visitante
Créditos: Divulgação/ Museu das Culturas Indígenas
Área externa do museu chama a atenção do visitante

Na exposição “Invasão Colonial Yvy Opata – A terra vai acabar”, Xadalu Tupã Jekupé faz um alerta sobre a segregação étnica que o Povo Guarani vivencia. Seu trabalho revela como os territórios originários em Porto Alegre (RS) estão sendo engolidos pelo cimento da cidade.

Denilson Baniwa convida os visitantes a fazerem um mergulho sensorial na Floresta Amazônica. A mostra “Ygapó: Terra Firme” reúne produções contemporâneas, tradicionais, sonoras e visuais de vários músicos indígenas.

A gestão do Museu das Culturas Indígenas é compartilhada entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de SP, a Organização Social de Cultura ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) e o Instituto Maracá, entidade cujo objetivo é a proteção, a difusão e a valorização do patrimônio cultural indígena. Além disso, há a participação do Conselho Indígena Aty Mirim.