Exposição de fotografias ‘Seydou Keïta’ retrata moradores do Mali

Fotografias de Seydou Keïta registram as expressões e os gostos dos habitantes de Mali
Até
27
de janeiro 2019
Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Das 11h às 20h

Centro Cultural

Público pode conferir, no Instituto Moreira Salles, 130 imagens do fotógrafo que dá nome à mostra, feitas entre 1948 e 1962

Está rolando exposição de fotografias gratuita no IMS (Instituito Moreira Salles)! Até janeiro de 2019, o centro cultural da Gávea abriga 130 obras do fotógrafo maliano Seydou Keïta, considerado um dos precursores dos retratos de estúdio na África. A mostra, que leva o mesmo nome do artista, pode ser vista de terça a domingo e feriados, das 11h às 20h.

Sem título. Bamako, Mali, 1948-1962
Crédito: Seydou Keïta/ caac – The Pigozzi Collection, GenebraFotografias de Seydou Keïta registram as expressões e os gostos dos habitantes de Mali

Registradas entre 1948 e 1962, as imagens retratam as expressões e os gostos dos habitantes do Mali, e documentam ainda um período de transformação no país, que caminhava rumo à sua independência, em 1960. Uma tensão entre modernidade e tradição pode ser identificada nos retratos: símbolos tradicionais, como as estampas coloridas dos vestidos, convivem com automóveis e rádios, grandes emblemas do sucesso econômico e de um estilo de vida ocidental.

A seleção inclui 44 tiragens vintage, em formato de 18×13 cm, ampliadas e comercializadas pelo próprio Keïta em Bamako, e exibidas, pela primeira vez no Brasil, na mostra no IMS Paulista. As demais são obras ampliadas na França ao longo da década de 1990, quando o trabalho do fotógrafo foi redescoberto no país e também nos Estados Unidos. Em formatos mais clássicos (40×50 cm e 50×60 cm) ou murais, chegando a 1,80×1,30 m, simbolizam a entrada da sua produção num circuito internacional de galerias e museus.

A curadoria da exposição é de Jacques Leenhardt, diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, e Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS.

Bamako (Mali), entre 1948 e 1963
Crédito: Seydou Keïta/ Contemporary African Collection (CAAC) - The Pigozzi CollectionMais de cem retratos tirados pelo maliano Seydou Keïta estão expostos na mostra que ocupa o IMS (Instituito Moreira Salles)

Sobre o fotógrafo

Nascido em 1921, na cidade de Bamako, Seydou Keïta começou a fotografar ainda jovem, produzindo retratos de seus amigos e familiares. Em 1948, montou seu estúdio, alcançando rápido sucesso. Com a proclamação da independência do Mali, virou fotógrafo oficial do governo e fechou seu estúdio. Seu acervo, composto por mais de dez mil negativos, começou a ser exibido no Ocidente a partir da década de 1990, e sua primeira exposição individual foi realizada em 1994, na Fundação Cartier, em Paris.

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Autor: Por: Redação