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Festival de Direitos Humanos leva atividades gratuitas a toda SP

Shows, cinema e atividades ao ar livre integram a programação

Por: Redação

A quarta edição do Festival de Direitos Humanos promove uma semana de cidadania nas ruas de São Paulo, entre os dias 10 e 17 de dezembro. São cerca de 30 atividades espalhadas por diversos locais, como Vale do Anhangabaú, Espaço Itaú de Cinema e Auditório Ibirapuera, entre outros – tudo com entrada Catraca Livre.

"Trago Comigo", filme de Tata Amaral que é exibido na programação
“Trago Comigo”, filme de Tata Amaral que é exibido na programação

O objetivo é promover a ocupação do espaço público e debater temas relacionados aos direitos humanos e a promoção da cidadania. A programação inclui show, cinema, debates, intervenções urbanas, lançamento de publicações e a entrega de vários prêmios relacionados ao tema.

Confira a programação completa do 4º Festival de Direitos Humanos – Cidadania nas Ruas:

Sábado (10)

9h – Lançamento do novo portal Memórias da Ditadura do Instituto Vladimir Herzog
Auditória da Caixa Cultura – Praça da Sé, nº 111
O portal passou por uma reformulação para trazer a história do Brasil durante o período militar de forma clara e acessível.

9h às 11h – Consulta pública do Plano Municipal de Políticas para População em Situação de Rua
Centro Público de Direitos Humanos e Economia Solidária – Rua Otto de Alencar, 270
O Plano será um instrumento de planejamento e consolidação das políticas municipais voltadas à PopRua, visando à garantia de direitos por meio da intersetorialidade, da transversalidade e da participação e controle sociais.

11h – Cine Direitos HumanosEntre a luz e a sombra
Espaço Itaú de Cinema (Shopping Frei Caneca) – Rua Frei Caneca, 569
O documentário investiga a violência e a natureza humana a partir da história de personagens que tiveram seus destinos cruzados no complexo Carandiru, em São Paulo, considerado o maior presídio da América Latina. Ao longo de sete anos, a partir de 2000, o documentário acompanha os passos da dupla de rappers 509-E, formada por Dexter e Afro-X dentro do presídio; da atriz Sophie Bisilliat, que dedica sua vida a humanizar o sistema carcerário; e de um juiz que acredita em um meio de ressocialização mais digno para os prisioneiros.

16h às 18h30 – Show Cidadania nas Ruas
Vale do Anhangabaú
O show Cidadania nas Ruas vai contar com as apresentações de Rashid, Lineker e Tulipa Ruiz. 

Domingo (11)

14h às 17h30 – Futebol de Rua
Avenida Paulista
Realizada pela Ação Educativa, essa atividade é baseada no Futbol Callejero, que funciona como método de integração, resolução de conflitos e sociabilidade.

14h às 21h – Bike Arte pelo Mundo
Instituto Aromeiazero – R Professor Rubião Meira, 59
Mini festival com comida preparada por imigrantes sírios, música e cultura da bicicleta, realizado pelo Instituto Aromeiazero, com apoio da Adus. Estarão presentes músicos do Congo, Angola e Brasil. Haverá também oficina e venda de turbantes e tatuagem de henna, além de exposição do Bike Arte.

16h às 18h – Batalha das Máquinas: Encontro de Dança de Rua
Casa de Cultura da Brasilândia – Rua Raulino Galdino da Silva, s/n
O encontro reúne dançarinos iniciantes e experientes para promover as danças urbanas, em especial o estilo popping. Modalidade criada na década de 70, baseada na técnica de contrair e relaxar os músculos rapidamente. O encontro é organizado pelos grupos Familia FK e The Funk Men Crew. 

Segunda-feira (12)

18h – Premiações de Direitos Humanos
Auditório do Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n
Serão entregues as homenagens do 3º Prêmio de Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, do 4º Prêmio de Educação em Direitos Humanos e da 1ª edição do Prêmio de Direito à Memória e à Verdade Alceri Maria Gomes da Silva.

Terça-feira (13)

Mulheres Ocupam

Centro aberto do Largo São Francisco

9h às 18h – Ônibus Lilás da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres
O serviço presta orientações para mulheres que precisem de apoio, acompanham questões envolvendo violência de gênero e oferecem orientação, capacitação e formação de grupos de mulheres para o enfrentamento da violência sexual e doméstica. 

14h – Oficina com Arplleras
Realizada pela Presença na América Latina (PAL), um coletivo de mulheres imigrantes latinas que ao longo de 10 anos atua na promoção do empoderamento da mulher imigrante, a oficina criará um ambiente de compartilhamento de lembranças, tendo como principal objetivo dar visibilidade às histórias de vida das mulheres, por meio do registro de memórias no artesanato feito com retalhos de tecido, costura e bordado.

17h30 – Oficina de Lambe “Feminismo nas ruas”
A ideia do encontro é promover um diálogo sobre a conexão da mulher com a rua, seguido de uma confecção e colagem de lambe-lambes no centro de São Paulo.

18h30 – Encontro Corpográfico do projeto “Corpo político corpo sensível”
O Encontro Corpográfico vai elaborar coletivamente uma cartografia dos fluxos e afetos da relação dos corpos femininos com os espaços da cidade. Essa edição questiona: É preciso uma camada de proteção para estar no espaço público? Ela poderia consistir numa segunda pele? Como ela seria? Para responder e refletir sobre estas perguntas, xs participantes serão convidadxs a construir, a partir de tecidos e outros materiais, uma segunda pele para habitar ludicamente o espaço. Os Encontros fazem parte do projeto Corpo Político, Corpo Sensível dos coletivos APRAÇA e Fixos e Fluxos, que procura discutir sobre a relação dos corpos femininos no espaço urbano. A partir das reflexões, sentimentos e vivências partilhadas nos encontros, será criada uma intervenção artística.

19h30 – Debate “Precisamos falar da redução de danos”
Tapera Taperá – Galeria Metrópole, Loja 29, 2º andar  – Avenida São Luís, 187
Debate com os psicólogos Maria Angélica de Castro Comis, Laura Shdaior, Bruno Logan e a roteirista Laura Guimarães sobre as políticas de redução de danos no Brasil, estratégias de vinculação, resgate da dignidade, promoção da autonomia e redução da vulnerabilidade social.

19h30 – Apresentação teatral do grupo Vozes Periféricas
EMEF Paulo Carneiro – Rua Nossa Senhora da Aparecida, 15
Apresentações dos Projetos “Música Tocar”, “AEL Sérgio Vaz”, “Dança Árabe” e “Vozes Poéticas” 

Quarta-feira (14)

18h – Lançamento do livro “São Paulo para todos e para cada um”
Praça das Artes – Avenida São João, 281
A publicação conta a trajetória de elaboração e implementação das ações e políticas públicas da Secretaria Municipal de Diretos Humanos e Cidadania, criada em janeiro de 2013.

18h – Sarau na Luz
Luz – Largo Coração de Jesus
O projeto Casa Rodante, que atua na região da Luz desde 2014, realiza nesse dia um sarau, momento que dá voz à potência artística das pessoas que fazem uso problemático de substâncias psicoativas, dos beneficiários do Programa De Braços Abertos e dos moradores como um todo.

19h30 – Cine Direitos Humanos: Trago Comigo
CEUs
As unidades dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) que possuem sala do circuito Spcine exibirão o filme “Trago Comigo”, da cineasta Tata Amaral, distribuído pela Pandora Filmes. As sessões acontecerão às 19h30 da quarta-feira (14). Cinco dos locais vão contar com um debate entre militantes do movimento de direito à memória e à verdade e produtores da obra após a sessão.

20h – Cine – Debate: Precisamos falar sobre assédio
Tapera Tapera – Galeria Metrópole, Loja 29, 2º andar – Avenida São Luís, 187
O longa “Precisamos falar do assédio” que consiste em um compilado dos 140 depoimentos de mulheres entre 15 e 84 anos que contaram suas histórias, desde cantadas feitas por desconhecidos no transporte público ou na rua, até estupros cometidos por parentes e dentro da própria casa. Após o filme, será realizado um debate para tratar do tema na atualidade com a presença da diretora Paula Sacchetta, Jessica Moreira do coletivo “Nós, Mulheres da Periferia” e Raquel Virginia das Bahias e a Cozinha Mineira

Quinta-feira (15)

11h – Entrega do relatório da Comissão da Memória e Verdade da Prefeitura de São Paulo
Edifício Matarazzo (Auditório 7º andar) – Viaduto do Chá, 15
Na ocasião será entregue o relatório elaborado pela Comissão e acontecerá o pedido de desculpas oficial da Prefeitura de São Paulo para todas as vítimas de violações de direitos humanos praticadas pelo órgão durante a ditadura civil-militar.

15h às 18h – Migrações em São Paulo: conhecer e ampliar políticas públicas para a defesa de direitos
Museu da Imigração – Rua Visconde de Parnaíba, 1316 
A atividade sediará o lançamento do Guia de Acesso a Direitos para Migrantes e Servidoras (es) Públicos e discutirá o pioneirismo da política municipal para imigrantes colocada em prática nos últimos anos.

 19h – Lançamento das Publicações: “Lugares de Memória” e “Revista Conhecer para Não Repetir – Educação em DMV”
Local a confirmar
A publicação Memórias Resistentes. Memórias Residentes foi construída em parceria com o Memorial da Resistência e reúne um levantamento dos principais marcos de memória sobre a ditadura militar na cidade de São Paulo. A segunda publicação é digital e traz o balanço das ações da Coordenação de Direito à Memória e à Verdade no eixo de educação.  

Sexta-feira (16)

16h – Lançamento da Cartilha de Enfrentamento ao Desaparecimento
Edifício Matarazzo (Auditório 6º andar) – Viaduto do Chá, 15
A Cartilha de Enfrentamento ao Desaparecimento foi criada para oferecer orientações aos familiares ou amigos em busca de uma pessoa desaparecida, com passos sugeridos, direitos ao longo da busca e uma lista de contatos de entidades que podem prestar auxílio.

19h – Exibição do documentário Nigazz
Ação Educativa – Rua General Jardim, 660
O documentário Niggaz da Hora – graffiti, memória e juventude conta a história de Alexandre Luiz da Hora Silva, morador do Grajaú, zona sul de SP, percursor do graffiti na região e primeiro grafiteiro a cruzar a fronteira entre periferia e centro de São Paulo. O Niggaz faleceu em maio de 2003, nas águas da represa Billings e foi um dos ícones do muralismo e do graffiti da cidade.

Sábado (17)

11h – Cine Direitos Humanos: Galeria Presidente
Espaço Itaú de Cinema (Shopping Frei Caneca) – Rua Frei Caneca, 569
O curta-metragem é dirigido pela Bianca Mafra e trata sobre o local de trabalho, o espaço de convivência e a resistência da cultura de imigrantes africanos que residem no centro da cidade de São Paulo. Além do filme, o coletivo Visto Permanente vai apresentar uma parte do seu acervo de curtas com registros da produção artística e cultural das comunidades imigrantes da cidade. Após as exibições acontecerá um debate entre o coletivo Visto Permanente e a diretora Bianca Mafra

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