Museu da Diversidade Sexual: um espaço LGBT+ para todos

Primeiro museu do gênero na América Latina, espaço no centro de SP realiza trabalho fundamental para visibilidade e valorização da comunidade

Por: Redação
TERçA QUARTA QUINTA SEXTA SáBADO DOMINGO
De terça-feira a domingo, das 10h às 18h

Você que costuma andar pelos corredores do Metrô República (Linha 3 – Vermelha), no centrão de SP, já notou que por ali fica a sede do Museu da Diversidade Sexual? No espaço, é realizado um trabalho fundamental para preservar o patrimônio social, político e cultural da comunidade LGBT+ brasileira. Inaugurado no dia 25 de maio de 2012, o museu – localizado no andar mezanino da estação – é considerado o primeiro equipamento cultural da América Latina relacionado a esse tema.

Entrada do Museu da Diversidade Sexual
Crédito: Adri De Maio - divulgaçãoMuseu tem a proposta de preservar o patrimônio social, político e cultural da comunidade LGBT+ brasileira

A missão da instituição também é valorizar a diversidade sexual na construção social, econômica e cultural de São Paulo e do Brasil, além de publicar documentos e depoimentos referentes à memória e à história da população LGBT+. O resultado desses trabalhos pode ser visto pelo público, em formato de exposições e programações especiais, sempre de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada grátis.

Apesar de sua importância, como o museu ocupa um espaço limitado de apenas 110m², o momento atual é marcado pela dificuldade em construir e fazer a manutenção de um acervo fixo. Por essa razão, tem recebido apenas exposições temporárias – em sua maioria de fotos e documentos – sobre os mais variados temas relacionados ao universo de pessoas transgêneras, gays, lésbicas, bissexuais e com todas as configurações possíveis de gênero.

Entre as mostras que passaram pelo espaço, destacam-se “Adagio”, um ensaio fotográfico de Rafael Roncato com imagens da cartunista trans Laerte Coutinho nua; “Com Muito Orgulho”, uma coleção de imagens da parada do orgulho LGBT pelo mundo; duas edições da “Mostra Diversa”, sobre expressões de gênero, identidade e orientações; e exibições sobre a relação entre moda e diversidade, a visibilidade trans, a diversidade no futebol e o escritor gaúcho Caio Fernando Abreu.

Todos Podem Ser Frida
Idealizada pelo Museu da Diversidade Sexual, em 2014, "Todos Podem Ser Frida" reúne retratos de modelos inspirados na artista plástica mexicana e propõe ao público uma experiência interativaDivulgação
Cartunista Laerte Coutinho
Ensaio de Rafael Roncato propõe reflexão sobre a transexualidade a partir de ensaio com a cartunista Laerte Coutinho nuaRafael Roncato
foto da exposição
"Exposição Tarja Preta" exibe ensaio de Vania Toledo com imagens de ícones da cultura e da diversidadeVania Toledo - divulgação
divulgação
Entrada do Museu da Diversidade Sexual na abertura da exposição "Todos Podem Ser Frida"Divulgação

Já as programações culturais promovidas pelo museu giram em torno de bate-papos, palestras, encontros, exposições itinerantes para fora de suas instalações e seminários.

A websérie “Memórias da Diversidade Sexual”, realizada pelo time de profissionais que mantém o espaço em atividade, está disponível no Youtube e merece destaque entre as produções que extrapolam a pequena área do museu. Outros vídeos também estão disponíveis no canal oficial do Museu da Diversidade Sexual.

Em 2014, a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo anunciou que o Museu da Diversidade Sexual passaria a ocupar o Palacete Franco de Mello, na avenida Paulista, mas ainda não há previsão para que isso ocorra. No casarão, além das salas para exposições, a instituição teria auditório, biblioteca, área de lazer, restaurante, lojinha.

O equipamento é administrado pela APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte, uma Organização Social de Cultura, que também mantém o Teatro Sérgio Cardoso e desenvolve projetos como a Virada Cultural Paulista.

Acompanhe a programação do Museu da Diversidade Sexual por meio da fanpage da instituição e pelo site oficial.

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