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Artistas do Morro do Querosene ganham palco do Sesc Pompeia em julho

O VilaMundo é uma iniciativa do Instituto Acqua, em parceria com a Catraca Livre

Por: Redação Comunicar erro
Até
21
de julho 2019
Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Quinta, sexta e sábado, 21h30
Sábado, 15h
Domingo, 16h e 18h30

O projeto “Territórios” explora locais onde se desenvolvem e irradiam diferentes iniciativas culturais. Os artistas percorrem diferentes caminhos, atuando para dentro e para fora de suas comunidades. Na segunda edição, o território escolhido é Morro do Querosene. As apresentações acontecem no Sesc Pompeia, de 18 a 21 de julho.

O primeiro show, dia 18, às 21h30, reúne dois artistas em uma única noite: a cantora e compositora Flor e o diretor musical de seu trabalho, Guilherme Café. Os ingressos custam R$ 20, mas leitores VilaMundo e Catraca Livre têm vantagem. As duas primeiras pessoas que curtirem a página e deixarem seus nomes nos comentários deste post, ganham um par de ingressos grátis cada.

Crédito: Caroline LimaFlor apresenta trabalho que passa por suas raízes afro-maranhenses no Sesc Pompeia

Na apresentação, Flor faz o lançamento do single “Salomé”. A canção nos leva a um sonoro e lúdico passeio pelos ritmos brasileiros que fluem entre as urbanidades e o rock’n’roll. Suas influências passam também pelas raízes maranhenses de sua família, já estabelecidas em São Paulo.

Flor integrou a banda de reggae Zafenate, é cantora do grupo Forró do Assaré e atualmente se prepara para o lançamento de seu primeiro álbum solo. Neste dia, estará acompanhada de sua banda e contará com a participação especial de Marcos Dafeira.

Antes de Flor, o show é de Guilherme Kafé, que apresenta o álbum “Eu sou o tipo de pessoa que pode transformar tudo em sua casa”. Nele, o artista fala dos afetos, da disposição em se conectar com os lugares, com as coisas e com as pessoas. O trabalho também reflete sobre o que carregamos ou deixamos de carregar a partir desses encontros.

Programação completa

Na sexta, dia 19, também às 21h30, se apresenta a herdeira direta de mestres da cultura popular, Ana Maria de Carvalho. Compositora, intérprete, dançarina e artesã, ela teve suas composições gravadas por Tião Carvalho, Rosa Reis, Jane Santos, Banda Cataia e Banda Mafuá. O trabalho autoral dessa compositora maranhense revela forte influência da sua terra natal, o Maranhão. Neste show, ela apresenta ritmos como o bumba meu boi, cirandas, forró, ladainhas do Divino Espírito Santo, acalantos, sambas e cantigas de roda tradicionais.

Já no sábado, dia 20, às 21h30, quem sobe ao palco é o próprio Tião Carvalho. O espetáculo celebra os 40 anos de carreira do artista e traz composições de familiares, amigos e maranhenses renomados que marcaram sua trajetória artística. O repertório é acrescido de composições próprias do artista, cujas letras revelam um pouco da sua terra e suas memórias. A apresentação conta com a participação da Companhia Treme Terra.

Ainda no sábado, antes de Tião, às 15h, a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene faz apresentação gratuita no deck do Sesc. A ideia de uma Orquestra de Berimbaus surgiu nos encontros informais que aconteciam na Pracinha do Morro. Ao cair das tardes de domingo, quando Dinho Nascimento e alguns amigos se reuniam para tocar, jogar capoeira e passar seus ensinamentos aos mais jovens e outros recém-chegados.

No domingo, dia 21, o projeto Territórios encerra com dois shows. Às 16h é a vez do Grupo Cupuaçu, criado em 1986 a partir de aulas de danças brasileiras, ministradas pelo Mestre Tião Carvalho. O repertório engloba danças populares tradicionais, canções de criação coletiva, música incidentais, cânticos e ladainhas de autoria de seus integrantes, bem como canções de domínio público e pertencente ao cancioneiro popular de diferentes regiões brasileira, apresentando ritmos como bumba-meu-boi, cacuriá, ciranda, dança do caroço, lelê (ou péla-porco), tambor de crioula, entre outras.

Já às 18h30, a comedoria do Sesc recebe o Samba Morro do Querosene, formado moradores dos bairros do Butantã e Rio Pequeno. Os artistas possuem uma ampla pesquisa sobre cultura popular e povos tradicionais, com trajetórias forjadas em rodas de samba tradicionais de São Paulo. Surgiu em 2018, resultado de uma pesquisa coletiva em torno do samba paulista, com compromisso de produzir releituras de repertórios autênticos e originais sobre o samba.