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Premiada peça com Daniel Dantas tem 50% de desconto nos ingressos

O VilaMundo é uma parceria entre Catraca Livre e Instituto Acqua

Por: Redação Comunicar erro
Até
29
de setembro 2019
Sexta - Sábado - Domingo
Sextas às 21h30 | Sábados às 21h | Domingos às 19h

O ator Daniel Dantas sobe ao palco do Teatro Raul Cortez com a peça O Inoportuno. O espetáculo fica em cartaz até 29 de setembro, sextas, às 21h30; sábados, às 21h; e domingos, às 19h. Os ingressos então a venda por R$ 90, mas leitores VilaMundo e Catraca Livre têm desconto especial.

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Crédito: Guga MelgarO Inoportuno rendeu oPrêmio Cesgranrio 2019 de Melhor Ator para Daniel Dantas

O Inoportuno (The Caretaker), de Harold Pinter (1930-2008), foi escrita em 1959 e estreou em Londres no ano seguinte com enorme sucesso. Foi com esta peça, considerada uma de suas obras-primas, que Pinter passou a ser conhecido e tornou-se um dos dramaturgos mais respeitados e discutidos em todo o mundo, assim permanecendo até sua morte, três anos depois de ter recebido o prêmio Nobel de literatura em 2005.

Influenciado inicialmente por Samuel Beckett – e também por Franz Kafka – Pinter foi um dos mestres do teatro do absurdo, expressão criada por Martin Esslin nos anos 50 do século passado. Depois de um tempo, ele desenvolveu um estilo próprio e as características de suas peças são únicas e marcantes, como a ambiguidade, a iminência do desastre, a passagem do tempo, as possíveis verdades e mentiras, as falhas da memória e, claro, as famosas pausas. Tudo isso pode ser visto nesta comédia dramática que aborda a impossibilidade de comunicação, envolvendo personagens marginais e solitários.

Crédito: GugaTexto de um dos maiores autores de teatro do século XX, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 2005, chega em São Paulo para curta temporada no Teatro Raul Cortez, de sexta a domingo

Na trama, Mick (Well Aguiar) divide um apartamento com seu irmão mais velho, Aston (André Junqueira), que traz para dentro de casa o velho Davies (Daniel Dantas), supostamente um mendigo, um sem-teto, a quem resgatou numa briga em um bar. Com pena do homem, Aston lhe oferece a casa como abrigo até que ele se recupere, fisicamente, e consiga organizar seus documentos, então extraviados, para dar curso a seu caminho. Ao longo da trama, obrigados a conviver mais próximos do que desejavam, os interesses, mentiras e conflitos vão se revelando e provocando mudanças no comportamento dos personagens, navegando entre amor e ódio, pena e repulsa, solidão e tristeza.

“Resolvemos fazer uma homenagem a esse célebre autor inglês e para isso escolhemos uma de suas obras primas, que já foi montada no Brasil, em 1964, com direção de Antônio Abujamra e foi considerado, pela critica, um grande sucesso naquele ano”, afirma o diretor Ary Coslov, que recebeu o Prêmio Shell e APTR 2008 de Melhor Direção, pelo espetáculo Traição, texto de Harold Pinter.