A Virada do Afeto

Por: Redação

Rachel Shein é fotógrafa e tem um olhar especial para a imagem. E não é apenas retratista. Está conectada com questões de cidadania, urbanismo mobilidade e tantas outras questões que permeiam o dia a dia em grandes metrópoles. Foi convidada por Catraca Livre e Hypeness a fotografar, com seu olhar peculiar, os detalhes da Virada Cultural 2013. Sob a abordagem de “Virada do Afeto”.

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Foto de Rachel Schein

Certo dia, quando transitava pela cidade, observou que poderia se movimentar por ela com mais rapider. “Descobri que o mesmo caminho que eu demorava uma hora, eu fazia em quinze minutos. Me apavorei com a velocidade dos carros, até tentei ir pela calçada mas era muito difícil”, lembra ela.

Chegou em casa e começou a pesquisar como andar de bicicleta em São Paulo. “Logo conheci o site “Vá de bike”. Em uma semana eu já tinha pedalado com vários grupos”.

Junto com a cidadania, vieram para ela outros valores. “Minha relação com a cidade tinha mudado. Eu, que sempre quis sair de São Paulo, comecei a gostar da cidade. O trânsito pra mim já não era um problema, e comecei a descobrir novos caminhos. Caminhos que já não teriam volta”, conta.

Toda essa relação entre trânsito e cidadania trouxe para Rachel uma nova percepção de aprendizado e apresentou-lhe ainda uma nova relação com as próprias pessoas que convivem na cidade. “Uma A ciclista portuguesa que me contou boas histórias de sua vida entre dois semáforos da Domingos de Moraes”, relata.

A fotografia

“Pra ser um pouco mais radical, também mudei de profissão. Como eu podia continuar colaborando para um sistema que eu não acreditava mais? Se antes eu trabalhava em estúdios, fazendo fotos pra publicidade, agora eu queria trabalhar com algo que me motivasse e ajudasse a motivar as pessoas a se envolverem com a cidadania. E eu precisava estar na rua, livre. Então usei meu conhecimento e minha experiência pra fazer vídeos e registros sobre a cidade.”

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