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Cinco presídios que você não pode deixar de visitar (como turista, claro)

O site Viagem em Pauta selecionou cinco antigas penitenciárias que foram transformadas em interessantes museus

Por: Redação

Prisões e celas não são daqueles lugares que viajantes costumam incluir em roteiros de férias. Mas certos endereços, digamos assim, carcerários valem uma visita pelos seus valores históricos, naturais e até pelo ineditismo.

O site Viagem em Pauta selecionou cinco antigas penitenciárias que foram transformadas em interessantes museus e até monumentos nacionais.

Divulgação/PerthNow
Fremantle Prison, antiga penitenciária feita com calcário esculpido pelos próprios detentos, em 1850

Na lista, tem uma prisão na Austrália que recebe os visitantes como se esses fossem os próprios prisioneiros em divertidos tours guiados; uma ilha isolada no oceano Pacífico que virou um parque nacional, na Colômbia; e até um hostel na Europa que fica no interior de… celas de uma prisão militar desativada durante o fim da Iugoslávia.

PRESÍDIO DE USHUAIA (USHUAIA- ARGENTINA)  

A Terra do Fogo, onde o distante e gelado Ushuaia guarda o título de “cidade mais austral do mundo”, já foi endereço de uma das penitenciárias mais temidas do continente: o Presídio Nacional.

Eduardo Vessoni/Viagem Livre
Vista do interior do presídio do Ushuaia, na Patagônia argentina

Atualmente, as instalações desta prisão construída pelos próprios prisioneiros, em 1902, abrigam em seus pavilhões o Museo del Presidio e outros espaços de exposição como  os museus Marítimo, Antártico e de Arte Marinha.

Suas 380 antigas celas já receberam os criminosos mais perigosos da Argentina e agora servem como áreas de exposição que recontam a história deste local declarado Monumento Nacional.

TERROR HAZA  (BUDAPESTE – HUNGRIA)

A capital húngara abriga a impactante ’Terror Haza’ (‘Casa do Terror’, em português), uma homenagem às vítimas dos dois sistemas totalitaristas e sangrentos instaurados no país, durante o século 20: o nazismo e o comunismo.

Eduardo Vessoni/Viagem em Pauta
Detalhe de uma das salas da ‘Casa do Terror’, em Budapeste, na Hungria

O museu relembra os momentos em que pessoas eram torturadas e mortas neste edifício de estilo neo renascentista erguido em 1880, durante os 40 anos em que o país esteve sob comando dos comunistas e quando funcionou no local a sede da polícia secreta soviética, a PRO (‘Departamento de Ordem Política’, em português).

GORGONA (CAUCA – COLÔMBIA)

Isolada no Pacífico, esta ilha colombiana já abrigou a penitenciária por onde passaram os criminosos mais temidos do país. Conhecida como a ‘Ilha do Esquecimento’, Gorgona é agora uma área protegida de 62 mil hectares declarada como Parque Nacional Natural que, entre agosto e setembro, recebe baleias jubarte que se reproduzem e criam seus filhotes na região.

Eduardo Vessoni/Viagem em Pauta
Detalhe da antiga prisão de Gorgona, na Colômbia que, atualmente, é um parque nacional em pleno Pacífico

Na entrada do presídio extinto, há uma placa com uma frase extraída da “Divina Comédia” de Dante. “A vocês que entram, deixem fora a esperança”.

 FREMANTLE PRISON (PERTH – AUSTRÁLIA)

Eduardo Vessoni/Viagem em Pauta
Vista de um dos pavilhões da Fremantle Prison, em Perth, na Austrália

A 19 km de Perth, na costa oeste da Austrália, a simpática Fremantle abriga a Fremantle Prison, antiga penitenciária feita com calcário esculpido pelos próprios detentos, em 1850, e que pode ser visitada em divertidos passeios guiados em que o visitante se sente como os antigos presos do local em instalações e túneis subterrâneos a 20 metros de profundidade.

CELICA HOSTEL (LIUBLIANA – ESLOVÊNIA)

Os quartos do Celica Hostel foram construídos no interior de vinte antigas celas de uma prisão militar desativada que funcionou em um edifício de 1883 da capital da Eslovênia, no Leste Europeu, construído durante os anos do Império Austro-Húngaro.

Divulgação
Vista de um dos quartos do Celica Hostel; local abrigou uma prisão militar

O local funcionou como prisão militar até 1991, quando a Eslovênia se tornou independente da antiga federação socialista da Iugoslávia.

Por Eduardo Vessoni, do site Viagem em Pauta