Parquinho “privado” em Perdizes dá ensinamentos a crianças

Por Anna Dietzsch, do Arquitetura da Convivência

Por Redação
21/05/2013 16:28 / Atualizado em 04/05/2020 11:46

Não foi preciso ir muito longe para achar o assunto desta notícia. A algumas quadras da minha casa, no bairro de Sumaré, em São Paulo, um professor aposentado chamado Adalberto Costa de Campos Bueno, de 85 anos, cuida de um parquinho lindo para crianças há mais de 40 anos. Um parquinho que ele mesmo construiu, em uma propriedade da sua família e que ele mesmo mantém. O local se chama “Adalbertolândia” – “a única lândia que é de graça”, segundo uma placa do próprio parque.

Cada brinquedo da Adalbertolândia tem uma placa indicando a idade apropriada para usá-lo.
Cada brinquedo da Adalbertolândia tem uma placa indicando a idade apropriada para usá-lo.

Ali, num terreno de 300 m², tem de tudo que uma criança possa gostar: castelo, carrossel, casa na árvore, gangorra e balanço. Tem também uma “trilha na floresta” com mais de 60 espécies de plantas, uma galinha e uma lata de lixo que agradece o seu lixo!

No meio de muitas plaquinhas há uma que revela a filosofia do seu Adalberto. Ela diz:

1 – Sempre podemos – e devemos – oferecer alguma coisa para os outros sem pedir nada em troca (a felicidade que despertamos nos outros vai se refletir em nós mesmos)

2 – Todos podemos – e devemos – viver em perfeita harmonia, independente de cor, religião, nacionalidade, ou poder aquisitivo (não é muito melhor assim?)

O parque funciona aos sábados, domingos e feriados. Ele fica na esquina das ruas Plinio de Morais e Professor Paulino Longo, em Perdizes, zona oeste.

Parabéns ao Sr. Adalberto!