Ex-publicitária faz geleias e fatura divulgando no Facebook

Por: Catraca Livre

Regina de Araújo, 54 anos, mora na simpática cidade de Monteiro Lobato, interior de São Paulo. Desde criança via sua mãe fazendo doces, queijos, geleias, bolos, tortas, biscoitinhos e a ajudava colhendo a maioria dos ingredientes no próprio quintal.

Parece até enredo do sítio do Picapau Amarelo do mesmo Monteiro Lobato que dá nome à cidade onde Regina mora. Mas nem tudo foi lirismo. Em 2008, Regina viu seu “castelo” profissional como publicitária na cidade grande desmoronar. Traçou outra rota e compreendeu que seu “novo futuro” estava no quintal de sua infância. Foi assim que a semente da GeleiaBoa começou a brotar.

“Eu e meu marido demos uma guinada e investimos na produção de alimentos saudáveis. Nossa especialidade são geleias artesanais de frutas sem aditivos químicos, molhos agridoces, conserva de pepino, além de açúcar orgânico e sal aromatizado”, conta ela após 4 anos de criação da GeleiaBoa.

Como no século 21 não existe nenhum quintal fértil que floresça sem ajuda virtual, Regina percebeu que apenas flyers de divulgação não dariam conta dos recados e demandas do negócio. Assim, lançou a GeleiaBoa no Facebook. E a colheita não poderia ter sido melhor. “Essa ferramenta gratuita representa 30% da visibilidade da marca e 5% das vendas. Esses números variam de acordo com a divulgação feita por feiras e eventos dos quais participamos”, diz.

O Facebook é usado como reforço de um trabalho corpo a corpo que Regina e o marido fazem em feiras e eventos. No perfil GeleiaBoa, os seguidores encontram fotos do famoso quintal de Regina, de sua cozinha, vídeos, explicações sobre o preparo dos produtos e dicas de onde eles podem ser encontrados.

 

“Também divulgamos endereços e fotos dos nossos parceiros comerciais e postamos links de assuntos relacionados à alimentação saudável, além da programação mensal da GeleiaBoa, como feiras e eventos em que estaremos. Sabemos que isso funciona quando o cliente chega no nosso estande e diz que foi porque viu no Facebook”, conta.

Regina e o marido já apresentaram seus produtos no Armazém da Cidade, iniciativa do Catraca Livre. Os dois fazem questão de serem os próprios vendedores do que fabricam: “Gostamos de explicar ao cliente tudo que está no pote. Em nossas geleias há 30% de açúcar e 70% de frutas, a maioria do quintal, sem agrotóxico”.

A ideia do casal é fazer cursos para entender como aproveitar outros potenciais das mídias sociais. Antes, porém, querem aprimorar a logística de produção e entrega, afinal, “atender com qualidade também faz parte do conteúdo que está no potinho”.

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