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Devido a descolamento da placenta, Eliana se afasta do trabalho

Por: Camila Hungria

Aos cinco meses de gestação, a apresentadora Eliana divulgou ontem, dia 22 de maio, em seu Instagram, que, devido a um descolamento de placenta, precisará fazer repouso absoluto até o final da gestação.

“Preciso salvar minha filha de um parto muito prematuro. Tive um descolamento da placenta. Sei que não depende só da minha vontade e do meu esforço, mas farei o impossível para trazer o meu fruto da melhor maneira que Deus permitir”, escreveu ela.

“Preciso salvar minha filha de um parto muito prematuro. Tive um descolamento da placenta. Sei que não depende só da minha vontade e do meu esforço, mas farei o impossível para trazer o meu fruto da melhor maneira que Deus permitir”, escreveu ela.

De acordo com ela, a recomendação médica é de que ela permaneça em repouso absoluto. “Escrevo aqui na cama, sem poder levantar para nada, nada mesmo, lágrimas de dúvidas e medo escorrem pelo meu rosto. Mas tenho fé que em breve trarei boas notícias”.

Essa é a segunda gestação da apresentadora, que tem 43 anos. No post, Eliana escreve que o momento em que seu primeiro filho, Arthur, que completou 5 anos em agosto do ano passado, chega da escola tem sido a grande alegria de seus dias de cama.

“Arthur me ajuda muito nesse desafio. Ele está sempre comigo qdo volta da escola. Este é o melhor momento do meu dia, pois seu astral e alegria enchem meu coração de esperança”, escreveu.

Confira o post na íntegra:

Fazemos tudo por nossos filhos e já estou cuidando da minha pequena ainda dentro da barriga com muita dedicação. Por conta de um desses acontecimentos que não podemos controlar, apenas aceitar, estou em repouso por ordens médicas. Farei de tudo para que ela cresça e se desenvolva da melhor maneira possível aqui dentro. Preciso salvar minha filha de um parto muito prematuro. Tive um descolamento da placenta. Sei que não depende só da minha vontade e do meu esforço, mas farei o impossível para trazer o meu fruto da melhor maneira que Deus permitir. Enquanto escrevo aqui na cama, sem poder levantar para nada, nada mesmo, lágrimas de dúvidas e medo escorrem pelo meu rosto. Mas tenho fé que em breve trarei boas notícias. Lidar com essa angústia é um exercício diário de paciência, consciência e amor. Arthur me ajuda muito nesse desafio. Ele está sempre comigo qdo volta da escola. Este é o melhor momento do meu dia, pois seu astral e alegria enchem meu coração de esperança. Juntos, nós desenhamos, conversamos e brincamos na medida do que eu posso. Ele está até se divertindo ao escalar a minha cama, que é alta, quando vem fazer desenhos ao meu lado para relatar o seu dia. Seu carinho comigo e com a irmã emociona quem vê. Já passa a mãozinha na barriga e conversa com ela dando o seu “Oi irmãzinha”. Não conheço criança mais doce que ele… Adriano e minha mãe também me ajudam bastante. Sempre me doei em tudo o que fiz. Mas nunca fiz nada sozinha, pois estive cercada de pessoas igualmente envolvidas e dedicadas. Desta vez, agradeço a paciência de todos que me acompanham, incluindo meus queridos da produção, diretores do SBT e a família Abravanel, em especial ao Silvio Santos, pois pela primeira vez, em tantos anos, me retiro dos palcos temporariamente por um bem maior e com o apoio amoroso e sincero de todos. Tenho certeza que Patricia fará tudo com muito respeito, carinho e será um sucesso! Eu estarei assistindo realizada. É hora de me tranquilizar. Vou terminando por aqui. Acho que já escrevi demais. Agradeço, confio e entrego em suas mãos Senhor. Em nome da minha família desejo que a sua seja abençoada. Já estou com saudades. Até breve❤️

Uma publicação compartilhada por Eliana Michaelichen (@eliana) em

Descolamento de placenta é indicativo para cesárea

No blog ESTUDA, MELANIA, ESTUDA! a médica-obstetra Melania Amorim apresenta uma lista com indicações reais para uma cesariana, e também uma lista de indicações que eventualmente as mães

REAIS

  1. Prolapso de cordão – com dilatação não completa;
  2. Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo;
  3. Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial);
  4. Apresentação córmica (situação transversa) – durante o trabalho de parto (antes pode ser tentada a versão);
  5. Ruptura de vasa praevia;
  6. Herpes genital com lesão ativa no momento em que se inicia o trabalho de parto (em algumas diretrizes, somente se for a primoinfecção herpética).

PODEM ACONTECER, PORÉM FREQUENTEMENTE SÃO DIAGNOSTICADAS DE FORMA EQUIVOCADA

  1. Desproporção cefalopélvica (DCP): o diagnóstico só é possível intraparto e não pode ser antecipado durante a gravidez. Em 1934 um obstetra (Barbour) já dizia que “o melhor pelvímetro é a cabeça fetal”, e é avaliando a progressão da cabeça fetal através do canal de parto na presença de contrações eficientes que pode ser aventada a suspeita de DCP;
  2. Sofrimento fetal agudo (o termo mais correto atualmente é “frequência cardíaca fetal não-tranquilizadora”, exatamente para evitar diagnósticos equivocados baseados tão-somente em padrões anômalos de freqüência cardíaca fetal);
  3. Parada de progressão que não resolve com as medidas habituais (correção da hipoatividade uterina, amniotomia): recentemente tanto autores como diretrizes concordam que os critérios devem ser mais elásticos. O próprio uso de ocitocina e a amniotomia não têm efetividade comprovada quando comparados com a conduta expectante;

Pela grande variação do que é fisiológico, considera-se que não é necessário intervir para apressar um parto, independente de sua duração, quando mãe e bebê estão bem.

Nota: o uso do partograma de Friedman é altamente questionável. A curva de evolução do trabalho de parto tem grande variação, recomendando-se atualmente considerar como parâmetro as curvas de Zhang (2010), com percentis, considerando a paridade. Outras curvas em outras populações estão sendo estudadas.

SITUAÇÕES ESPECIAIS EM QUE A CONDUTA DEVE SER INDIVIDUALIZADA, CONSIDERANDO-SE AS PECULIARIDADES DE CADA CASO E AS EXPECTATIVAS DA GESTANTE, APÓS INFORMAÇÃO

  1. Apresentação pélvica (recomenda-se oferecer versão cefálica externa depois de 36 semanas mas se não for bem sucedida ou não for aceita pela gestante, discutir riscos e benefícios: o parto pélvico só deve ser tentado com equipe experiente e se for essa a decisão da gestante);
  2. Duas ou mais cesáreas anteriores (o risco potencial de uma ruptura uterina – variando de 0,5% – 1% – deve ser pesado contra os riscos de se repetir a cesariana, que variam desde lesão vesical até hemorragia, infecção e maior chance de histerectomia); as diretrizes mais recentes não discriminam entre uma ou duas cesáreas para quem quer tentar um VBAC (Vaginal Birth After Cesarean = Parto Vaginal Após Cesárea);
  3. hiv/aids (cesariana eletiva indicada se HIV + com contagem de CD4 baixa ou desconhecida e/ou carga viral acima de 1.000 cópias ou desconhecida); em franco trabalho de parto e na presença de ruptura de membranas, individualizar casos.

Algumas desculpas referidas pelas gestantes e/ou utilizadas pelos profissionais para indicar uma “DESNEcesárea” (em ordem alfabética)

  1. Abdominoplastia prévia
  2. Aceleração dos batimentos fetais
  3. Anemia falciforme
  4. Ameaça de parto prematuro (?)
  5. Anemia ferropriva
  6. Anemia de qualquer tipo (entendam, gestantes, a cesariana vai agravar a anemia, uma vez que a perda sanguínea é cerca de 500ml no parto normal e 1.000ml na cesariana)
  7. Anencefalia
  8. Anticoagulação (uso de warfarin que já deveria estar suspenso a termo, uso de heparina de baixo peso molecular, uso de heparina convencional)
  9. Artéria umbilical única
  10. Asma
  11. Acidente Vascular Cerebral (AVC) prévia
  12. Bacia “muito estreita”
  13. Baixa estatura materna
  14.  Baixo ganho ponderal materno/mãe de baixo peso
  15. Barriga “sarada”, porque a musculatura pode prejudicar o trabalho de parto
  16. Bebê alto, não encaixado antes do início do trabalho de parto
  17. Bebê profundamente encaixado
  18. Bebê que não encaixa antes do trabalho de parto
  19. Bebê “grande demais” (macrossomia fetal só é diagnosticada se o peso é maior ou igual que 4 ou 4,5kg e não indica cesariana, salvo nos casos de diabetes materno com estimativa de peso fetal maior que 4,5kg. Não se justifica ultrassonografia a termo em gestantes de baixo risco para avaliação do peso fetal).
  20. Bebê “pequeno demais”
  21. Bebê engolindo o líquido amniótico
  22. Bebê flagrado apertando o cordão durante a ultrassonografia, o que aparentemente levou a bradicardia
  23. Bolsa rota (o limite de horas é variável, para vários obstetras basta NÃO estar em trabalho de parto quando a bolsa rompe)
  24. Calcificação da sínfise púbica (alegando-se que ocorreria em TODAS as mulheres com mais de 35 anos, impedindo o parto normal)
  25.  Candidíase
  26. Cardiopatia (o melhor parto para a maioria das cardiopatas é o vaginal)
  27. Cegueira materna
  28. Ceratocone
  29. Cesárea anterior
  30. Chlamydia, ureaplasma e mycoplasma
  31. Circlagem cervical
  32. Circular de cordão, uma, duas ou três “voltas” (campeoníssima – essa conta com a cumplicidade dos ultrassonografistas e o diagnóstico do número de voltas é absolutamente nebuloso)
  33. Cirurgia gastrointestinal prévia
  34. Colestase gravídica
  35. Coleta de sangue do cordão umbilical para congelamento e preservação de células-tronco
  36. Colo grosso, colo posterior, colo duro, colo alto e (paradoxalmente) colo curto
  37. Colostomia (sim, porque é melhor fazer uma incisão abdominal perto do estoma com fezes do que um parto normal bem distante da área…)
  38. Conização prévia do colo uterino
  39. Condilomas (verrugas genitais) que não provocam obstrução do canal de parto.
  40. Constipação (prisão de ventre)
  41. Cordão curto (impossível a mensuração antes do nascimento)
  42. Cálculo renal (nefrolitíase)
  43. Diabetes mellitus clínico ou gestacional
  44. Diagnóstico de desproporção cefalopélvica sem sequer a gestante ter entrado em trabalho de parto e antes da dilatação de 8 a 10 cm
  45. Disfunção da sínfise púbica
  46. Dorso à direita, dorso posterior, ou dorso em qualquer outro lugar
  47. Edema de membros inferiores/edema generalizado
  48. Eletrocauterização prévia do colo uterino
  49. Endometriose em qualquer grau e localização
  50. Enxaqueca materna
  51. Epilepsia e uso de qualquer droga antiepiléptica
  52. Escoliose
  53. Espondilite anquilosante – Qualquer espondiloartropatia
  54. Estreptococo do Grupo B (EGB) no rastreamento com cultura anovaginal entre 35-37 semanas
  55. Exérese prévia de pólipos intestinais por colonoscopia
  56. Falta de dilatação antes do trabalho de parto
  57.  Falta de vagas nos hospitais se a gestante não marcar a cesárea
  58. Feto com “unhas compridas”
  59. Feto morto
  60. Fibromialgia
  61. Fratura de cóccix em algum momento da vida
  62. Gastroplastia prévia (parece que, em relação ao peso materno, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come)
  63. Gengivite
  64.  Gestação gemelar com os dois conceptos, ou o primeiro, em apresentação cefálica
  65. Gestante saudável demais, correndo o risco de ter um parto fácil e muito rápido, podendo parir antes de chegar ao hospital, com risco de morte do bebê
  66. Glaucoma
  67. Gravidez não desejada
  68.  Gravidez prolongada
  69. Grumos no líquido amniótico
  70. Hemorroidas
  71. Hepatite B e Hepatite C
  72. Hérnia de disco, operada ou não, em qualquer segmento da coluna vertebral
  73. Hérnia inguinal, hérnia incisional e hérnia umbilical
  74. Hiperprolactinemia
  75. Hipertireoidismo
  76. Hipotireoidismo
  77. História de cesárea na família
  78. História de câncer de mama ou câncer de mama na gravidez
  79. História de depressão pós-parto
  80. História de natimorto ou óbito neonatal em gravidez anterior
  81. História de trombose venosa profunda
  82. História familiar de fibrose cística do pâncreas
  83. HPV com ou sem NIC
  84. Idade materna “avançada” (limites bastante variáveis, pelo que tenho observado, mas em geral refere-se às mulheres com mais de 35 anos. Há pouco tempo a fisioterapeuta que faz parte de nossa equipe foi considerada “idosa”por um médico plantonista que se espantou com seus 32 anos e insistiu que ela era “idosa para parir”.
  85. Incisura nas artérias uterinas (pesquisada inutilmente, uma vez que não se deve realizar Doplervelocimetria em uma gravidez normal)
  86. Incontinência urinária de esforço ou estar fazendo muito xixi no final da gravidez
  87. Infecção urinária
  88. Inseminação artificial, FIV, qualquer procedimento de fertilização assistida (pela ideia de que bebês “superdesejados” teriam melhor prognóstico com a cesárea) – motivo pelo qual esses bebês aqui no Brasil muito raramente nascem de parto normal
  89. Insuficiência istmocervical (paradoxalmente, mulheres que têm partos muito fáceis são submetidas a cesarianas eletivas com 37 semanas SEM retirada dos pontos da circlagem)
  90.  Insuficiência Renal Aguda ou Crônica
  91. Jogo do Atlético x Cruzeiro (mas pode substituir por Flamengo x Fluminense, Grêmio x Internacional ou qualquer clássico de sua cidade), afetando o tráfego urbano
  92.  Laparotomia prévia
  93. Lesão medular (habitualmente acarretando paralisia: tetraplegia, paraplegia, hemiplegia, diplegia, dependendo do nível da lesão): essas mulheres em geral são cadeirantes e podem ter partos sem dor, mas o diagnóstico não é indicação de cesárea!
  94. Líquido amniótico em excesso
  95. Lúpus eritematoso sistêmico (LES)
  96. Magreza da mãe
  97. Malformação cardíaca fetal
  98. Mecônio no líquido amniótico (só indica cesariana se houver associação com padrões anômalos de frequência cardíaca fetal, sugerindo sofrimento fetal) – e só descoberto quando se rompe a bolsa, não vale “achado ultrassonográfico”!
  99. Mioma uterino (exceto se funcionar como tumor prévio)
  100. Miscigenação racial (dito assim mesmo), devido ao “elevado risco” de desproporção céfalo-pélvica
  101. Mola hidatiforme em gestação anterior
  102. Neoplasia intraepitelial cervical (NIC)
  103.  Nó verdadeiro de cordão (impossível o diagnóstico antenatal, sorry)
  104.  Obesidade materna
  105. Paciente “não tem perfil para parto normal”
  106. Paciente “não ajuda para o parto normal” (momento vidente ON: “no fundo ela quer cesárea”)
  107. Parto “prolongado” ou período expulsivo “prolongado” (também os limites são muito imprecisos, dependendo da pressa do obstetra). O diagnóstico deve se apoiar no partograma, mas a recomendação corrente é que não há motivo para intervir se mãe e bebê estão bem. Na curva de Zhang o percentil 95 é de 3,6 horas para primíparas e 2,8 horas para multíparas.
  108. “Passou do tempo” (diagnóstico bastante impreciso que envolve aparentemente qualquer idade gestacional a partir de 39 semanas)
  109.  Perineoplastia anterior
  110.  Pé (do feto) nas costelas
  111.  Pé torto congênito
  112. Placenta grau III ou II ou I ou qualquer outra classificação placentária
  113. Placentas baixas não oclusivas do colo do útero
  114. Plaquetopenia
  115.  Pólipos uterinos
  116.  Possível falta de vaga em maternidade para um parto normal, caso a gestante não marque a cesárea
  117. Pouco líquido no exame ultrassonográfico (sem indicação no final da gravidez em gestantes normais)
  118.  Praticar musculação ou ser atleta
  119.  Pressão alta
  120.  Pressão baixa
  121. Problemas oftalmológicos, incluindo miopia, grande miopia, ceratocone e descolamento da retina
  122. Prolapso de valva mitral
  123. Prótese total de quadril
  124.  Prurido gestacional
  125. Qualquer malformação fetal incompatível com a vida
  126.  Qualquer procedimento cirúrgico durante a gravidez
  127. Queloide ou tendência a queloide podendo complicar uma episiotomia (e a cesárea não? E para que fazer episiotomia?)
  128. Reação vasovagal
  129.  Sedentarismo
  130. Septo uterino/cirurgia prévia para ressecção de septo por via histeroscópica
  131. Sono fetal (bebê que dorme durante o trabalho de parto)
  132.  Suspeita ecográfica de mecônio no líquido amniótico
  133. Síndrome de Down e qualquer outra cromossomopatia
  134.  Síndrome de Ovários Policísticos (SOP)
  135. Tabagismo
  136.  Trabalho de parto prematuro
  137. Trânsito urbano muito intenso
  138. Tricomoníase
  139.  Trombofilias
  140. Trombose venosa profunda
  141. Varizes uterinas
  142. . Varizes em membros inferiores
  143. Varizes na vulva
  144. Uso de antidepressivos ou antipsicóticos
  145. Uso de aspirina e outros antiagregantes plaquetários (ex.: clopidogrel)
  146. Uso de drogas ilícitas (maconha, crack, cocaína, ecstasy, lembrando que a drogadição requer tratamento e não uma cesariana)
  147. Útero bicorno
  148. Útero retrovertido
  149. Vaginose bacteriana
  150.  Varizes na vulva e/ou vagina
  151. Zika vírus: infecção presente ou passada e não, não foi apenas para terminar a lista de A-Z, são casos reais!

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