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Acusado de confundir guarda-chuva com fuzil, PM mata homem no RJ

Morte de morador do Chapéu Mangueira (RJ) causou manifestação na Avenida Princesa Isabel, no Leme, na manhã desta terça-feira, 18

Por: Redação
guarda-chuva
Rodrigo da Silva esperava esperava mulher e o filho quando foi alvejado três vezes pela PM na noite da última segunda-feira, 17 – Facebook/Reprodução

Na noite da última segunda-feira, 17, Rodrigo Alexandre da Silva Serrano, 26 anos, esperava a mulher e o filho num ponto de ônibus no morro Chapéu-Mangueira, zona sul do Rio, quando policiais militares subiram a rua atirando. Recebeu três tiros: na perna, quadril e no peito. Foi levado ao hospital, mas não resistiu. Seu crime: segurava um guarda-chuva confundido com um fuzil.

Em entrevista ao jornal Extra, a viúva da vítima revelou que Rodrigo vivia uma “fase feliz da vida” após conseguir emprego como vigia em um bar no Leme. Casado há sete anos, tinha um filho de quatro anos e outro de apenas 10 meses. Disse ainda que planejavam deixar a comunidade depois que um policial do Bope, sem qualquer motivo, atirou na direção de sua casa, às 7h da manhã, acertando a janela da residência. “Não sei como vou contar para meu filho de 4 anos que o pai morreu. Estávamos tão felizes, preparando a festinha de 1 ano do nosso menino mais novo”.

Durante a ação, outro morador, identificado como Jonatas da Silva Rodrigues, de 21 anos, foi atingido de raspão na costela e encaminhado para o Miguel Couto. Ele teve alta no começo da madrugada desta terça-feira.

Policiais alegam “auto de resistência”

O episódio, que ganhou repercussão nas redes sociais, será acompanhado pela 12ª DP de Copacabana. Apesar disso, a morte de Rodrigo foi registrada pela PM como “Auto de Resistência” – quando há reação da vítima e sugere legítima defesa do policial. Os PM’s alegam ainda que uma guarnição do Grupamento Tático de Polícia de Proximidade (GTPP) foi atacada quando passava pela localidade onde Rodrigo e Jonatas foram atingidos.

A 12ª DP informou que a ocorrência segue em andamento e que, por isso, nenhuma informação sobre o caso pode ser passada pela polícia.

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