Antes de ser preso, Queiroz gastou R$ 50 mil em mobília

O valor é cinco vezes maior do que a remuneração recebida por um ex-policial

Por: Redação

Quando já estava em Atibaia, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e apontado como o operador do esquema de “rachadinha” no gabinete do filho do presidente na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), comprou móveis no valor de R$ 50.103,55. O documento foi anexado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) à investigações de peculato e lavagem de dinheiro.

Crédito: Reprodução/TV GloboQueiroz estava no interior de São Paulo para tratar da saúde

Segundo o Ministério Público, Queiroz comprou os móveis em uma loja em um bairro nobre da zona sul do Rio para a entrega no imóvel que hoje cumpre prisão domiciliar junto de Márcia Aguiar.

A compra foi realizada no dia 5 de julho de 2019, quando o paradeiro de Queiroz era desconhecido e frequentava o imóvel onde foi preso.

wassef e queiroz
Crédito: Reprodução/GloboWassef insistiu em dizer que não conhecia Queiroz

Queiroz em Atibaia

Fabrício Queiroz estava em Atibaia há aproximadamente um ano. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi preso em uma casa que pertence a Frederick Wassef, então advogado do clã Bolsonaro. A informação foi dada pelo caseiro do imóvel ao delegado Osvaldo Nico Gonçalves, responsável por comandar a operação.

De acordo com o delegado, Queiroz estava sozinho na casa quando os policiais chegaram. Como ninguém atendeu a campainha, os policiais cortaram uma corrente para entrarem no imóvel.

O imóvel no interior de São Paulo era monitorado há cerca de dez dias. Os policiais apreenderam com Queiroz dois celulares, documentos e uma pequena quantia em dinheiro.

Queiroz e a ‘rachadinha’

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi preso em uma casa de Wassef

Fabrício Queiroz é investigado no caso do suposto esquema de “rachadinha” na Alerj, no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

De acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”, enquanto trabalhava para o filho para Flávio Bolsonaro na época em que ele era deputado estadual no Rio. Ele foi exonerado no final de 2018.