Ao invés de criticar o machismo, a Heineken acabou criando um novo estereótipo de mulher

09/06/2016 18:05

Eu não gosto de futebol. Eu até me esforcei muito para gostar, quando era mais nova, porque parecia algo que uma garota legal deveria curtir. Mas, bem, a verdade é que eu não me interesso pelo esporte. É claro que adoro uma Copa do Mundo, com todo mundo junto tomando cerveja e comendo besteira. Mas confesso que gosto mais pelas pessoas do que pelo jogo em si. É pela emoção de todo mundo querendo a mesma coisa. Isso sim me move. Mas não é algo de todo domingo. E depois de adulta entendi que tudo bem, eu não preciso gostar de futebol para ser uma mulher interessante.

Padrões são um negócio aprisionante. Você pre-ci-sa ser assim ou assado. Você TEM que. Senão… Ah, senão nada de certo vai acontecer e você vai morrer sozinha rodeada de gatos. No fundo eu me pergunto: qual seria o problema disso?

E então, pensando em combater o machismo, a publicidade faz o que? Cria um novo padrão: a mulher gata, gostosa e incrível que curte spa, está sempre maravilhosa, penteada, com a unha feita e ainda gosta de futebol tanto quanto você.

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