Entenda: o que é Ku Klux Klan?

O grupo foi responsável por muitas das torturas e linchamentos nos EUA

Por: Gilberto Dimenstein

As eleições trouxeram para o debate a Ku Klux Klan (KKK). Isso porque um de seus ex-líderes – David Duke – mostrou semelhanças entre a KKK e Jair Bolsonaro.

O debate ganhou ainda mais força com a interpretação de que a organização teria mais semelhanças com a esquerda, feita pelo vereador Fernando Holiday, apoiador de Bolsonaro.

A interpretação de Holiday acabou virando piada.

A Ku Klux Klan defende a supremacia branca sobre negros e judeus e começou a atuar em 1865 nos Estados Unidos. Os integrantes costumavam usar capuzes brancos para proteger sua identidade e assustar as vítimas. O grupo foi responsável por muitas das torturas e linchamentos no país.

Eles lutavam contra as medidas implementadas pelos vencedores da guerra civil – os estados Norte – para acabar com a escravatura, usando a violência em nome da supremacia branca.

Com o tempo, os negros deixaram de ser seu único alvo de ódio. Passaram a defender teses nacionalistas e xenófobas. “Durante essa reencarnação, a KKK tinha como alvos de sua violência os imigrantes, além de católicos, judeus e negros”, afirma a historiadora Patsy Sims em entrevista à revista Superinteressante. Uma cruz em chamas se tornou o símbolo da nova organização, que chegou a ter 4 milhões de membros.

A KKK perdeu força, atacada por processos judiciais – muitos deles caros para os bolsos da organização. “Embora a Ku Klux Klan ainda exista, sua força hoje é pequena. A maioria dos militantes radicais aderiu a grupos ainda mais violentos de defesa da supremacia branca, como a Nação Ariana e outras organizações ligadas ao neonazismo“, afirma Patsy.

Leia a íntegra da reportagem.

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Por: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.